Entrevista com o pesquisador Dayvyd Medeiros sobre “conhecimento linguístico"

07/06/2020

Por: Andrezza Tavares
Foto: Dayvyd Lavaniery Marques de Medeiros

 

          Entrevista concedida por Dayvyd Lavaniery Marques de Medeiros, Doutorando em Ciências da Educação, pesquisador egresso do PPGEP/IFRN, ao portal de jornalismo Potiguar Notícias. O professor e pesquisador fala sobre como ativar o conhecimento linguístico no isolamento social.   

1. Como aproveitar a diversidade de leituras no tempo de pandemia para ativar o conhecimento linguístico?

        Todos os dias somos bombardeados por informações de todos os lados: portais, redes sociais, jornais impressos e programas de TV que pulverizam dados sobre como a sociedade tem enfrentado a pandemia causada pelo Corona Vírus.

         O conhecimento linguístico diz respeito ao domínio que o falante tem da estrutura e do funcionamento da sua língua. Na vida em sociedade, ele é imprescindível para a comunicação de forma proficiente principalmente no âmbito escolar e profissional.

2. Que situações culturais e sociais podem potencializar o conhecimento linguístico?

         A capacidade de interação e de atenção em relação à língua são movimentos importantes para potencializar o conhecimento linguístico na pessoa. Então, é necessário alargar as situações de encontro com a língua em sua realização concreta, ou seja, em forma de conversas, de textos, de vídeos, entre outras formas ou canais de interações, prestando atenção na estrutura, no seu funcionamento e também na sua forma. O inusitado contexto da pandemia pode ser um cenário que amplia os contextos de encontro com a língua em sua realização concreta.

3. Qual a relação da leitura com o conhecimento linguístico? Existem procedimentos pertinentes para alargar o vocabulário?

         Ler é uma das formas mais fecundas para ativar o conhecimento linguístico. Assim, orientamos a busca por diversas leituras (informativa, literária ou mesmo a acadêmica). Orientamos também o grifo de palavras que não são conhecidas no texto e a busca dos seus significados. Esse movimento amplia o campo lexical. É importante boas fontes de informação, análise de trechos e a identificação de novos estilos e construções. É valioso escrever sobre o que se leu. Isso, inclusive, desenvolve a capacidade de síntese e de reflexão autoral diante de uma fonte de informação.

4. Que estratégias, além da leitura dos textos sobre a problemática da pandemia, podemos praticar para o desenvolvimento linguístico?

Após as leituras sobre o tema relevante da pandemia, busquem conversar e retomar as ideias lidas. Emita o seu ponto de vista embasado na integração das leituras. Estas dinâmicas ativam o conhecimento linguístico e também contribuem para a circulação de informações necessárias neste momento delicado para a humanidade.

 

Nota: Esta entrevista publicada no Portal de Jornalismo Potiguar Notícias integra o repertório de publicações do Projeto pluri-institucional intitulado “Diálogos sobre Capital Cultural e Práxis do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) - IV EDIÇÃO”. O Projeto, vinculado a Diretoria de Extensão (DIREX) do campus IFRN Natal Central e ao Programa de Pós-Graduação Acadêmica em Educação Profissional PPGEP do IFRN, articula práxis do campo epistêmico da Educação a partir de atividades de ensino, pesquisa, extensão, inovação e internacionalização com o campo da comunicação social a partir da dinâmica de produções jornalísticas por meio de diversos canais de diálogo social como: portal de jornal eletrônico, TV web, TV aberta, rádio e redes sociais. O objetivo do referido Projeto de Extensão do IFRN é socializar ideias e práxis colaboradoras da educação de qualidade social, de desenvolvimento humano e social por meio da veiculação de notícias em dispositivos de amplo alcance e difusão de comunicação social. Para mais informações sobre o Projeto contacte a coordenadora: andrezza.tavares@ifrn.edu.br.  

 

 

Fonte: Dayvyd Lavaniery Marques de Medeiros