Ana Michelle: "

18/04/2013

Por: Potiguar Notícias

 

Em entrevista ao jornalista José Pinto Jr. a secretária de Ação Social de Parnamirim falou sobre as ações da pasta e os projetos para o município. Confira:
 
Qual o principal desafio da sua secretaria?
O principal desafio é chegar ao povo de Parnamirim. Porque a Secretaria de Assistência social tem como base o sistema único de assistência social, onde há vários níveis de proteção. Através disso nós desenvolvemos várias estratégias, programas e serviços que envolvem desde a gestação, as crianças em todas as fases, jovens e idosos. É uma ampla ação que  precisa chegar à casa das pessoas. Eu costumo dizer que não basta apenas prover o indivíduo com algumas ações e benefícios. É preciso emancipar esse indivíduo e fazer com que ele cresça e se profissionalize para que esse benefício seja temporário.
 
Existem políticas de capacitação enquanto o cidadão recebe o Bolsa Família?
Existem políticas paralelas em várias áreas. Temos, inclusive, uma coordenadoria do trabalho, que tem como carro chefe o Pronatec, um programa de excelente qualidade que promove cursos para o o cidadão se profissionalizar. Esse programa  envolve as universidades federais, o Sebrae, SESI, SENAC e SENAI, ou seja, são cursos de alto nível. Quem participa desse programa, recebe ainda uma bolsa de auxílio, passagem e, dependendo da carga horária, também recebe uma bolsa que é depositada em sua conta. O que significa que, em Parnamirim, o cidadão está recebendo para estudar. Nossa meta é alcançar 3.500 vagas para o parnamirinense - hoje temos 1.100 alunos em mais de cem cursos.
 
Esses números ainda têm como crescer?
Essa é nossa meta atual. No entanto, nós podemos pactuar. Se a universidade quer ofertar um curso de agente de saúde e Parnamirim tem essa demanda, nós podemos ampliar o programa. Para se ter uma idéia, nós tínhamos uma meta de 9 turmas e hoje temos 81 - e com perspectiva de ter mais.
 
Como a secretaria está acompanhando os moradores das unidades do Minha Casa, Minha Vida, que agora estão diante de uma realidade diferente, pagando água, luz e condomínio?
Existe uma portaria ministerial no Ministério das Cidades que trata do trabalho social do Minha Casa, Minha Vida. Todos os  municípios brasileiros, que aderiram ao programa,  tem a obrigação de desenvolver o trabalho social pós-ocupação. Com Parnamirim não é diferente. Existe um trabalho previsto que engloba várias ações como integração, capacitação profissional, e­du­cação, benefícios emergenciais e muitos outros. Isso porque o cidadão que morava em condições precárias e em barracos não sabia como era ter uma casa, muito menos um apartamento onde há regras de convivência e taxa de condomínio. Em parceria com a Secretaria de Educação, estamos realizando ações para ciais.
 
A população muitas vezes não conhece boa parte dos programas sociais a que têm direito. A secretaria desenvolve algum trabalho para que isso não aconteça?
Acho interessante o fato de a nossa população ser superior a 200 mil habitantes e programas importantes terem menos 1.000 pessoas inscritas. Até o próprio Bolsa Família não chega a todos. Portanto, a meta da nossa gestão é fazer com que esses programas cheguem a todos e fazer publicidade para que as pessoas saibam dos benefícios que podem receber. Porque nada mais é do que uma política pública que tenta garantir o seu direito. Isso não é um favor, é um direito do cidadão. Nós pagamos impostos para isso e temos o dever de divulgar e atrair as pessoas. Precisamos melhorar e ampliar os nossos serviços. Eu convido a população a ir na secretaria e procurar um programa em que se encaixe no perfil. Além disso, temos o dever de levar a secretaria e suas ações para  a casa das pessoas.
 
Muitas vezes o fato de não ter um registro de nascimento ou carteira de identidade atrapalha o acesso da população aos benefícios aos quais tem direito. Qual o olhar da secretaria sobre esse fato?
Sua colocação foi muito pertinente. Nós temos um convênio com os cartórios e com o ITEP para que o básico seja garantido. Uma situação que me marcou muito em um dos nossos programas de inclusão social, foi de um homem com 34 anos que não tinha registro de nascimento e se perguntava: quem era ele, qual sua identidade? Era um ser humano sem referência.  Quem estiver nesta situação pode procurar nossa secretaria, que resolveremos - inclusive pessoas de outros Estados, pois temos convênios com os cartórios de fora também, além de contar com estrutura de fotografia, pois muitas vezes disponibilizamos esse serviço e o cidadão não tem dinheiro pra tirar uma foto para a identidade.