Evandro Borges

24/05/2024 10h35
A necessidade do transporte de massa
 
A população brasileira no último censo do IBGE alcançou uma população 203.080.756 pessoas e o Rio Grande do Norte atingiu 3.300.000 pessoas. A Região Metropolitana de Natal (Grande Natal) instituída em 1997 chegou a 1.647.414 habitantes, a 19º Região Metropolitana do país e a 4ª do Nordeste, abaixo de Salvador, Recife e Fortaleza. As maiores cidades em população por ordem são: Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Macaíba e Ceará Mirim. 
 
A nova concepção de cidade que proporcione qualidade de vida é de se reconhecer que mudou bastante na atualidade. A convivência humana em comunidades e nos bairros se encontra na ordem do dia. Nas comunidades há as unidades habitacionais e a população cobra do setor público toda a infraestrutura urbanística necessária, desde saneamento em todas as suas dimensões, escolas, unidades de saúde, segurança, praças e áreas de lazer, dentre outros, e a iniciativa privada se instala, com mercados, pequenos shoppings, bancos e serviços, mas, as relações de satisfação humana integrada e articulada continuam e exigindo mais planejamento, ações e prioridade nas execuções orçamentárias para a dimensão da mobilidade.
 
A mobilidade urbana com transporte de massa consiste, sem dúvidas e de modo pacífico em uma necessidade, mesmo com as mudanças transformadores em curso. E os veículos individuais, coletivos e de massa serão outros, principalmente sua matriz energética, em face das evidências das mudanças climáticas, tanto avisada e denunciada suas consequências pelos cientistas, pesquisadores, personalidades, ambientalistas e organismos públicos e do terceiro setor.
 
Nos países denominados do “primeiro mundo” o metrô, como transporte de massa é uma realidade. A implantação na sua maioria desde as primeiras décadas do século passado. O metrô de Londres foi inaugurado no século XIX em 1863, o de Paris em 1900, o de Berlim em 1902, o de Madrid em 1919, o de Moscou em 1935, o de Viena e Amsterdam são mais recentes, portanto, a mobilidade com transportes adequados e de massa atingindo toda a Região Metropolitana das cidades foram alcançadas a bastante tempo.
 
A modernidade com o avanço da ciência e das novas tecnologias abriram novas possibilidades de transporte como é o caso dos Veículos Leves sobre Trilho - VLT para as médias e grandes cidades, pois enseja se tornar uma realidade. Os governos Lula/Dilma deram um impulso considerável, sem deixar de reconhecer que o governo passado, aqui e alí construíram algumas novas estações de forma muita localizada, e atualmente já se conta com o anúncio de novas estações que vai beneficiar Natal.
O que se precisa é uma política de mobilidade urbana para as Regiões Metropolitanas, com programas que venham cumprir metas e que se resolva de forma duradoura, melhorando a qualidade de vida da população, pois a dependência do transporte público e coletivo através de ônibus não atende mais a mobilidade de grandes contingentes humanos como demonstra o último censo da crescente população brasileira e das persistentes crises do transporte de ônibus.
 
O ônibus como transporte coletivo, com altos custos, proibitivos para as pessoas em que estão em condições de vulnerabilidades, ainda, devem continuar como transporte secundário, para trajetos mais curtos, com uma nova matriz energética sem ser a combustão, mas, não como veículo de massa, que conduzam grandes contingentes da população, uma vez que, até aqui, principalmente nos momentos do dia considerados de “pico” não atendem a dignidade humana e boa qualidade de vida exigida pela contemporaneidade.
  

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