Evandro Borges

01/10/2021
 
Algodão agroecológico potiguar no Trairi
 
Na Câmara Municipal de São José do Campestre aconteceu no dia 30 de setembro de 2021, mais um significativo evento, desta vez articulado pela EMATERN através do Núcleo Estratégico de Agroecológia, sobre o algodão agroecológico potiguar envolvendo os Municípios de São José do Campestre, Monte das Gameleiras, Tangará, Santa Cruz e Campo Redondo, todos integrados no território do Trairi, com uma articulação de  muita desenvoltura do técnico Sebastião Gomes Coelho.
 
Da EMATER estavam presentes o Coordenador de Planejamento e Execução – COPE, Hildemar Peixoto, quando fez um resgate histórico da agricultura familiar da Região, a diretora regional, Danielle Aprígio da Silva e mais os seguintes técnicos: Renato Antônio, José Paulo, Alcidézio de Carvalho, Alexandre José, José Jean e Adriana Américo, cuja exposição técnica do projeto se deu em parte através da explanação de Coelho sobre o algodão agroecológico. 
 
Pelo Município de São José do Campestre estava o Prefeito Joseilson Borges da Costa, o Presidente da Câmara Municipal, Eduardo Fernandes, e os Vereadores Francisco Nunes (Preto), Ana Clara, Alan Glaydson e Josélio a Secretaria Municipal de Agricultura, Márcia Nelo e o Secretário Adjunto da Agricultura Fabiano Chaves, representantes das comunidades rurais de Pedra Liza e Jacú de Órfãos.
 
O Prefeito de Campestre fez abertura saudou a todos dando boas vindas e deu ênfase que era técnico agrícola formado pela Escola Agrícola de Jundiaí e agricultor familiar. Disse da importância para agricultura familiar de mais uma cultura como o algodão, pois as dificuldades do semiárido são severas e tem trabalhado para mais perfurações de poços e está lutando pela a instalação dos poços existentes, para tentar evitar que o gado seja dizimado e conhece com profundidade a situação do campo e em seguida falou o Presidente da Câmara Municipal, Ver. Eduardo Fernandes. 
 
Estavam presentes os representantes dos Municípios de Jaçanã, Campo Redondo, Tangará, Monte das Gameleiras, Santa Cruz através de autoridades e técnicos e na sua maioria envolvidos e comprometidos com agricultura familiar, pois a proposta é audaciosa. É mais que a produção de algodão, mais do algodão agroecológico, sem defensivos agrícolas, com relações de trabalho com base na unidade familiar, de respeito ao meio ambiente e de boas práticas da agricultura no seu manejo.
 
A agrônoma Adriana Melo da EMATER desde 2003 coordena a pasta de convivência com o semiárido, falou da importância econômica da cultura do algodão no passado, e a finalização da produção e da cadeia produtiva, principalmente em face do bicudo. A versão agora é completamente diferente em razão dos objetivos  com o “fim de fomentar a cadeia produtiva do algodão da base agroecológica, com a produção da fibra integrada de culturas alimentares, ração animal e garantir o acesso ao mercado justo”.
 
Assegurou a assistência técnica pública da EMATER no manejo da cultura, com o plantio consorciado com culturas alimentares, como também serão entregues as sementes, em áreas plantadas nos limites do garantia safra e garantiu a compra do algodão, asseverou que a terra para o plantio fosse virgem da cultura de algodão, principalmente sem utilização de venenos e será celebrado um contrato com a empresa compradora Norfil empresa instalada na Paraíba e haverá certificação da produção agroecológica pelo IBD.
 
O programa apresentado em São José do Campestre é uma grande esperança, principalmente para o semiárido, com culturas consideradas de sequeiro e enfrentando os desafios da contemporaneidade,  com produtos com sustentabilidade, de respeito a dignidade humana, mais uma alternativa para o campo que será construído a muitas mãos, entre os órgãos públicos, produtores e empresa compradora do algodão.