Evandro Borges

28/08/2020
 
E o turismo vem retornando
 
A dimensão do turismo no Rio Grande é o setor que mais distribui renda no Estado, com sua numerosa  “cadeia produtiva”, da hotelaria, pousadas e flats, agências de viagem, passeios de lazer, artesanato, empregabilidade formal, culinária com restaurantes de comidas típicas e tradicionais, ao longo dos anos se deu uma construção de muitas mãos e um esforço geral, dos setores: privado e público.
 
Natal e a Região Metropolitana, incluindo a praia de Pipa e os Municípios de Touros e Gostoso contam com o maior número de leitos, o maior do Nordeste, serviu de decisão para escolha de uma das sedes da Copa do Mundo de 2014, podendo receber grandes eventos, contando com uma vastidão de praias que continuam sendo o grande atrativo com suas belezas naturais, algumas quase intocáveis das ações humanas.
 
A praia de Pipa consiste em um diferencial pela sua babel, pluralidade, falésias espetaculares, restaurantes e bares de todos os gostos, pelos eventos culturais e de lazer. Genipabú, Pirangi com o maior cajueiro de mundo, Maracajaú com os parrachos, Muriú e Jacumã, Touros e Gostoso, todas as praias de fácil acesso, ligados através das BRs e rodovias estaduais e Nísia Floresta com as inigualáveis lagoas de águas cristalinas.
 
Natal, os Municípios circunvizinhos e o Estado, mesmo com todas as divergências de uma sociedade plural, democrática e com alternância de poder, precisam planejar conjuntamente, de forma estratégica o turismo receptivo, efetuando um Plano duradouro, que não seja de um governo, mas, assumido de forma institucional, construído de modo participativo, envolvendo os setores privado e o público.
 
Algumas questões precisam ser resolvidas, desde o Aeroporto como um modal da maior importância para atração do turismo internacional, como as questões de mobilidade, sanitárias e saúde pública e principalmente de segurança, para dar aos turistas que aqui aportam e investem os seus recursos, um porto seguro para desfrutar do lazer, da culinária e de todas as atrações, com qualidade de vida.
 
O empreendedorismo do setor, gerador de empregos e postos de trabalho de forma permanente, que conta com cursos universitários de turismo, faz-se necessário ir mais longe à capacitação do mundo do trabalho, com guias, buggueiros, garçons, artesãos bilíngues e que conheçam as nossas atrações, a cultura e a História, consiste assim em um desafio constante. 
 
Natal há muito o que fazer para melhorar a qualidade de vida da população, e o turismo segmento que se investiu profundamente  em meio século, precisa dar bons resultados, principalmente para a população local, dependendo muito dos gestores, que serão renovados agora no pleito municipal, e que sejam escolhidos os capazes para o diálogo e entendimento institucional.
 
O turismo está voltando, a sua força e importância para Natal e Região Metropolitana não se questiona e que venha, sendo observados os protocolos dos organismos de saúde, para a segurança dos turistas e da população local, pois, precisamos de vida, de dignidade humana, e de uma economia dinâmica capaz de distribuir renda, diminuindo as diferenças sociais.