Gesane Marinho: "A região Agreste é preterida pelo Governo"

03/12/2013

Por: José Pinto Jr.

Deputada estadual em terceiro mandato, a odontóloga Gesane Marinho vem se destacando na Assembleia Legislativa pelo trabalho discreto e objetivo. Em entrevista ao jornalista José Pinto Jr. para o programa Conexão Potiguar, falou sobre política e 2014:
 

Deputada, a senhora é do PSD do vice-governador Robinson Faria, ele é candidato ao governo do Estado?
Hoje, a gente tem acompanhado pela imprensa que o único pré-candidato ao governo do Estado é o vice- governador Robinson Faria. O PMDB diz que vai ter candidato próprio, mas ninguém sabe que candidato é esse. Os outros partidos não sabem se são candidatos ao senado ou ao governo, não estabeleceram ainda essa definição. O único que se definiu foi o vice-governador, que tem trabalhado a sua pré-candidatura ao governo do Estado.
 
Inclusive, nem a governadora, que tem direito à reeleição pela legislação vigente, declarou-se candidata.
A governadora tem o direito legítimo  à reeleição, mas até ela não se declarou como candidata. Eu acredito que seja pelo alto índice de rejeição, eu não vejo mais chances de se reverter a situação em que se encontra nosso Estado.
 
Como parlamentar, a que a senhora atribui esse índice de rejeição à governadora Rosalba (DEM)?
Inicialmente, esse é um governo autoritário, que não dialogou com a base na assembleia, tanto é que foi perdendo os partidos aliados gradativamente, perdeu o PSD que é o partido do vice-governador, perdeu o PMDB esse ano, recentemente perdeu o PR com mais três parlamentares e, hoje, o governo está isolado. Esse governo nunca chamou os deputados para discutir os problemas, discutir a real situação do Estado, só convonca os deputados quando quer aprovar empréstimo e matéria de regime de urgência.
 
Como o líder do governo, deputado Getúlio Rêgo, se comporta na Assembleia?
O deputado Getúlio Rêgo é uma pessoa nota dez, tem, de todas as formas, tentado apagar o incêndio que se colocou na Assembleia Legislativa. É uma pessoa extremamente solícita, mas não depende apenas do deputado Getúlio Rêgo, depende do casal que está comandando nosso Estado.
 
Parece que o poder é concentrado.
O poder é concentrado em grupos, e um grupo muito pequeno, ao qual ninguém tem acesso.
 
Aqui, no Rio Grande do Norte, qual o tamanho do PSD?
Hoje, o PSD cresceu muito, era um partido que ninguém acreditava que ia ser criado em 2011, acabou se destacando nas eleições de 2012 - nós somos a terceira maior força em número de deputados federais - e aqui no Estado, nós temos 22 prefeitos e mais de 190 vereadores, ou seja, é importantíssimo que a mesa de discussões para as eleições de 2014 tenha o aval e a participação do PSD, porque, afinal de contas, o PSD é um partido forte dentro do Rio Grande do Norte.
 
Como se deu a aproximação com o então deputado Robinson Faria, uma vez que, na região Agreste, em eleições passadas, vocês estavam em palanques opostos?
Robinson sempre teve a fama de ser um homem cumpridor de sua palavra e de seus compromissos, e realmente eu pude comprovar isso quando passamos a conviver na Assembleia. Eu sai de um partido no qual eu não era ouvida, o PDT. Hoje, no PSD, o vice-governador não toma nenhuma decisão sem ouvir o grupo, e isso é muito importante. E é por isso que estou seguindo as orientações do vice-governador.
 
O que o mandato da senhora tem feito e o que a senhora pensa em relação a se promover um estudo de políticas de governo que venham a desenvolver a região Agreste?
A região Agreste sempre é preterida em função de outras regiões e isso é fruto da falta de união da classe política do Agreste. No último mês de agosto, fizemos uma audiência pública pedindo a união dos gestores, de toda a classe política, para que fizéssemos um plano de desenvolvimento, no sentido de trazer alguma obra estruturante para a região.
 
O que o mandato da deputada promoveu neste ano de 2013 na Assembleia Legislativa?
Eu gostaria de destacar duas leis que foram sancionadas este ano, que já estão atendendo a população. A primeira delas, é a lei dos monoculares que dá o mesmo direito que tem o deficiente visual ao monocular. Antes, o deficiente visual tinha os seus direitos, mas o deficiente que enxerga apenas por um olho não, e com a chegada dessa legislação, conseguimos equilibrar esses direitos ao deficiente monocular. O outro projeto que se tornou lei é o “Selo amigo do esporte” que é um selo para as empresas que apoiam o esporte, que se identificam com o esporte, utilizarem em sua publicidade, por exemplo.

Fonte: Potiguar Notícias