Eliade Pimentel

21/12/2021
 
É mais fácil ter um ‘corolla’
 
Por incrível que pareça, é bem mais fácil ter um carrão para ostentar e estacionar de qualquer jeito, obstruindo a rodovia e o passeio público, do que ter bom senso, espírito comunitário e saber respeitar a população e o meio ambiente. Pelo menos é o que pensei ao entrar em atrito com um cidadão extremamente ignorante que insiste em deixar seu veículo, modelo Corolla, exatamente na frente do meu terreno em Pium, estacionado de qualquer jeito, nas condições citadas. 
 
Lojista recém-chegado à comunidade, ele se acha no direito e por certo acha graça em impedir o direito de ir e vir das pessoas, cidadãos e cidadãs de bem, a maioria de origem humilde, que vivem às margens da Rota do Sol. Muitas vezes, sequer preza em deixar ao menos meio metro para conseguirmos passar rente ao reluzente veículo prateado, sem arriscar nossa vida arrodeando o carro pela rodovia estadual. Ele não se importa em arriscar a integridade de seu valioso patrimônio e costuma deixar a traseira do mesmo ultrapassando o limite do passeio, projetando-se para a pista.
 
Até o momento, temos prezado para respeitar o recuo para estacionamento em nossa propriedade, mesmo sem possuirmos carro. Espaço que tem sido, ao longo dos anos, a nossa contribuição para a comunidade e o comércio local. São mais de 30 metros de frente, para o bel prazer dos mal-educados e das mal-educadas motoristas, que sequer respeitam o pequeno comércio de frutas colhidas no quintal, que meu irmão empreende sazonalmente. 
 
Não respeitam sequer o nosso portão, prejudicam nosso direito de entrar e sair a pé de nossa chácara, e nos causam transtornos quando precisamos introduzir um veículo no terreno para cargas e descargas de materiais diversos. É incrível que, mesmo sendo uma área para estacionamento que suporta pelo menos três ou quatro veículos, com espaço suficiente para livrarem o passeio público, preferem “largar” seus veículos de qualquer jeito. 
 
O maldoso cidadão, além de péssimo motorista, é também um ardiloso, astuto e avaro comerciante, cujo negócio fica exatamente em frente ao nosso endereço. Mesmo tendo calçada para divulgação de seu negócio, ele tem colocado uma placa exatamente na área destinada ao passeio público da nossa propriedade. Dizendo ele que tem todo o direito de utilizar-se do terreno do jeito que quiser, para estacionar o seu imponente carro, ou colocar sua placa, pois diz que a área em questão é pública.
 
Respondi-lhe: sim, disseste bem, a área invadida pelo senhor é pública. Mas, a sua placa e o seu corollão são propriedades privadas. Carro não é público. Sinalização de loja não é pública. O que é público é do povo. E tenho dito. Autoridades, por favor, olhem para o nosso Pium. Lembrem-se das inúmeras vítimas que essas ignorâncias nos causaram. Façam-nos o favor de orientar, fiscalizar e multar esses seres ignóbeis que se acham melhores do que o resto dos mortais que andam a pé. Por favorzinho... Os devotos de Santa Luzia agradecem, amém.