Valério Mesquita

25/12/2019
 
Somar para diminuir a potestade maligna
 
A mídia impressa e eletrônica tem especulado bastante sobre o litígio do cristianismo no Brasil, realçando o crescimento da religião evangélica em detrimento da católica. O ato deplorável é a exploração do tema como se existisse uma contenda tal e qual um campeonato, no qual a Santíssima Trindade fica em segundo plano. Até parece uma campanha publicitária de produtos de consumo, tais como veículos, bebidas, dentifrícios e saponáceos. Ou, mesmo, dois partidos políticos cortejando a preferência popular.
 
Lamento que o insensato jogo pela exclusividade do legado de Jesus Cristo seja disputado ao pé da cruz da sua crucificação da mesma forma como os soldados fizeram com a sua túnica. As duas igrejas com os seus dogmas, suas reflexões e interpretações das Sagradas Escrituras, devem guardar, cada uma, sua integridade sem se desviarem para os modismos religiosos apenas com o fito de conquistar adeptos. Entendo que esse pode ser um caminho perigoso. A insensata busca é a da prosperidade espiritual. É necessário discernir em que direção evangélicos e católicos estão caminhando. A Bíblia fala de dois caminhos, o da bênção e o da maldição (DT. 11.26) e de duas portas: a estreita e a larga (MT. 7.13). O que deveria preocupar as igrejas é o número crescente de simpatizantes e sectários do homossexualismo no país. As paradas gays em São Paulo, reúnem milhões de pessoas.
 
Tenho assistido na televisão programas abusivos que transformam a doutrina dos católicos e crentes em shows de entretenimento, os quais exaltam mais o homem do que a Deus. Esquecem que “o evangelho de Cristo é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê”, como está escrito em Romanos 1.16. É preciso ter em mente que os valores terrestres e passageiros sejam desprezados e contemplados os valores eternos. A maneira de viver dos cristãos, honrando e obedecendo a Palavra é o que interessa. Basta de tanta dispersão, choques e escaramuças. Se pudéssemos aferir como nos julga hoje, lá no céu, o Cristo Jesus que se prepara para voltar ao mundo, diante de toda essa cisão conflituosa, como nos sentiríamos? 
 
É possível que esse fermento dos desvios doutrinários esteja ganhando espaço nos tabernáculos e templos licenciosos, assinalando diferenças, elevando cifras e conquistando desavisados sem evangelização. Uma espécie de bem-aventurança contraditória de ruidosos deste mundo, cujo destino é o reino do caos. Onde ficam os bens espirituais em meio à parafernália do mundo religioso relativista? Recomendo aos católicos e aos evangélicos uma leitura completa do capítulo 12 da 1ª Epístola de Paulo aos Coríntios. As igrejas cristãs devem competir contra Lúcifer e não entre si. A televisão comercial, com todo o seu poder catalisador, é instrumento diabólico porque financia o pecado, o materialismo e o deboche dos valores espirituais. Já não bastam o judaísmo, o budismo, o islamismo que se rivalizam e contestam no mundo o crescimento do Novo Testamento? Lembrem-se que o Pai, o Filho e o Espírito Santo dos católicos e dos evangélicos são o mesmo Deus de todos. Unamos-nos todos no voto de um Feliz Natal, pois o que Deus criou o homem não separará!