“Com a capa da Time, matei muita gente de inveja”, afirma Lula

06/05/2022


Foto: poder360.com.br

 

Durante palestra no Teatro de Arena da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), o ex-presidente Lula falou sobre sua imagem ter estampado a capa da revista americana Time e a repercussão que o fato suscitou aqui no Brasil. De acordo com o petista, sua presença na capa da revista “matou muita gente de inveja”.


“Eles já têm raiva porque o Haddad falou que eu tenho muito título doutor honoris causa. E eu tenho título que matou meus adversários de inveja. Sou doutor honoris causa da Sciences Po. Olha que chique, olha que chique, eu nem sabia falar. Título de doutor honoris causa na França na Sciences PoLula, durante 'aula magna' na Unicamp”, disse o ex-presidente. 


Na exposição à plateia, Lula negou veementemente o suposto desejo de vingança que nutre após ter saído da prisão e aproveitou a oportunidade, de forma irônica, para mandar uma mensagem para o ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil), principal responsável pela sua condenação. "Quem está nervoso é quem me prendeu, porque sabe que mentiu para a sociedade brasileira. Eu estou tão nervoso, que vou casar", disse, chamando a namorada Rosângela da Silva, a Janja, para o palco: "Esse país está precisando de amor, esse país está precisando de carinho”, salientou. 


No que concerne à sua proposta para a educação no Brasil, Lula, que tem se firmado como principal favorito na corrida presidencial, retoma o discurso de igualdade de acesso entre ricos e pobres. "Nós queremos é que o filho do pobre possa fazer o vestibular junto com o filho do rico, com a mesma qualidade de ensino, para a gente ver quem está mais qualificado. É isso que nós queremos. E isso, só quem pode garantir, é o Estado", declarou o ex-mandatário.


Por fim, o petista defendeu o retorno dos BRICS, grupo de países de mercado emergente, formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Conforme suas palavras, o bloco se constitui como uma possibilidade de mudança da ordem econômica mundial. “Se voltarmos [ao governo federal], vamos recriar os Brics, para que a gente possa não ficar dependendo apenas de uma moeda [em referência ao dólar]”, enfatizou.