"Moro é um bandido que traiu a toga e garantiu a impunidade de Lula"

27/04/2022


Foto: migalhas.com.br

 

Em entrevista ao programa Manhã Bandeirantes, nesta terça-feira (26), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT-CE) falou sobre o diálogo que vem estabelecendo com os partidos que compõem a chamada “terceira via” e aproveitou a oportunidade para criticar o ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil), que ainda está indeciso sobre o seu futuro político. Na conversa com o apresentador José Luiz Datena (PSL), o ex-governador do Ceará reiterou seu posicionamento de que só vai conversar com Luciano Bivar, presidente do União Brasil, após a certeza da desistência do ex-ministro da Justiça. 

 

Como justificativa à sua declaração, Ciro, que tem se firmado como protagonista da terceira via, classificou Moro como um “inimigo da república” e que não aceitaria o diálogo com o União Brasil tendo a presença do ex-juiz de Maringá. “Eu tenho obrigação de estar aberto ao diálogo a partir do momento que um bandido inimigo da República, Sérgio Moro, saiu do jogo. Com ele, eu não conversava nem para ir ao céu. Porque ele é um inimigo da República, diferente dos outros que são adversários”, disparou o ex-deputado federal. 

 

No que se refere especificamente a uma possível parceria com legendas que fazem oposição ao governo federal, Ciro enfatizou que os conchavos devem ser estabelecidos a partir de ideais, diferentemente do acordo entre Lula e Geraldo Alckmin (PSB), classificado pelo ex-ministro da Fazenda como “imoral”. “Esse negócio de conchavo para tirar o povo da jogada, não gosto, acho malcheiroso. Não se explica em São Paulo juntar Geraldo Alckmin e o Lula. Adversário pode se juntar, mas nunca adversário que botou o nosso povo 25 anos para brigar e agora se junta com Boulos e o Psol. Sabe essa junção de tartaruga com jacaré e porco-espinho não dá em nada a não ser em conchavo e corrupção”, disse Ciro. 

 

Por fim, Ciro analisou o protagonismo de Moro no processo da Lava-Jato, que culminou na condenação do ex-presidente Lula por 580 dias por lavagem de dinheiro. Conforme palavras do político cearense, o julgamento parcial do ex-responsável pela pasta da Justiça garantiu a impunidade do petista. “Sergio Moro é um bandido, que traiu a toga, botou um político na cadeia. Foi ser ministro de outro político, depois foi trabalhar para uma multinacional, ganhar em dólar, vender informação privilegiada e, está aí, revelou-se o grande canalha que ele é. E eu não vou deixar de dizer isso porque acho que isso tem que ser consignado na história”, declarou.