“Bolsonaro foi estúpido”, diz Lula em relação ao caso Silveira

27/04/2022


Foto: uol.com.br

 

Em entrevista à imprensa em Brasília, nesta terça-feira (26), o ex-presidente Lula falou sobre o caso do deputado federal Daniel Silveira (PSL-SP), que foi condenado a 8 anos e 9 meses pelo Supremo Tribunal Federal (STF), mas teve a pena suspensa através de um indulto concedido por Jair Bolsonaro (PL). De acordo com o petista, o atual chfefe do executivo federal foi “estúpido” ao dar a “graça constitucional” ao parlamentar. 

 

"Bolsonaro foi estúpido quando fez essa graça [o indulto] que ele fez. Ele acha que é graça mesmo, não do ponto de vista jurídico, mas graça de sorrir. Foi medíocre”, disparou Lula.

 

Em postura de ataque contra o rival, Lula, estabelecendo uma comparação com a história da política brasileira, enfatizou que Bolsonaro é subserviente ao Congresso Nacional, uma vez que não consegue emplacar medidas importantes de interesse nacional, seja na Câmara ou no Senado. "Nunca antes na história do País teve um presidente tão rastejante diante do Congresso Nacional. Ele (Bolsonaro) não tem força nenhuma. Nem o Orçamento, que é uma coisa do presidente executar, ele não executa, quem executa é o presidente da Câmara, é o presidente do Senado". 

 

Embora esteja na liderança das pesquisas e se mantenha como principal favorito na corrida presidencial, Lula enfatizou que o principal objetivo da legenda nas eleições de outubro é a composição da Câmara dos Deputados. "Não adianta votar em um presidente da República se não votar numa quantidade de deputados que pensam ideologicamente como o presidente", disse o presidenciável. 

 

Perguntado sobre a forma como pretende cativar os eleitores evangélicos, que ainda dedicam, em boa medida, apoio ao presidente Jair Bolsonaro, Lula ressaltou o respeito que sempre nutriu por esse público e a necessidade de não confundir os fieis com alguns pastores. "Evangélico tem que saber que ele já foi bem melhor tratado, que o presidente atual que não acredita em Deus", afirmou o ex-presidente, destacando que a crença em Deus de Bolsonaro é uma "peça eleitoral".