US$ 44 bilhões: Twitter aprova oferta de Elon Musk para compra da rede social

25/04/2022


Foto: Reuters

 

O bilionário sul-africano Elon Musk anunciou nesta segunda-feira (25) a compra de 100% do Twitter após semanas de negociações. Estima-se que o valor total da operação seja de US$ 44 bilhões (cerca de R$ 214 bilhões), pois o empresário pagará US$ 54,20 por ação (cerca de R$ 264).

Segundo reportagem do UOL, com a aquisição, a companhia deixará de ter ações negociadas na bolsa, e se tornará de capital fechado. O negócio ainda está sujeito a aprovações regulatórias. O comunicado da empresa cita que espera que o processo de compra seja finalizado ainda neste ano.

"Liberdade de expressão é a base do funcionamento da democracia, e o Twitter é a praça de discussão digital, onde são debatidos os assuntos vitais para o futuro da humanidade", disse Musk em comunicado. "Também quero tornar o Twitter melhor ao aprimorar o produto e acrescentando novos recursos".

O empresário cita ainda que quer tornar públicos os algoritmos da rede, para que as pessoas confiem mais na plataforma, e quer combater bots (robôs ou usuários de comportamento automatizado) que semeiam spam e autenticar todos os seres humanos que participam do site. "Estou ansioso para trabalhar com a companhia e comunidade de usuários para desbloquear o potencial [da plataforma]", afirmou.

Como já mencionado, o conselho de administração não levou a sério a proposta num primeiro momento. Isso fez com que Musk passasse a considerar driblar a diretoria do Twitter e tentar negociar diretamente com os acionistas da rede social.

Apesar da disposição de Musk e sua defesa à liberdade de expressão, o empresário até o momento não divulgou nenhum plano de como deve lidar com o tema após a aquisição da rede social.

 Ele só citou planos de ter uma moderação de conteúdo mais branda e descentralizada, abertura de código-fonte e remoção de bots de spam. O empresário já criticou várias vezes políticas de moderação de conteúdo de redes sociais, que são pensadas como formas de tentar coibir desinformação e barrar discursos de ódio. Por outro lado, sua ascensão como "dono" único da plataforma também preocupa usuários e influenciadores.