Prefeito diz que pastor pediu propina em ouro para liberar verbas do MEC

23/03/2022


Foto: Reprodução

 

Em entrevista ao Estadão, nesta terça-feira (22), o prefeito do município de Luís Domingues, no Maranhão, Gilberto Braga (PSDB), afirmou que o pastor Arilton Moura teria demandado 1 kg de ouro para liberar verbas do Ministério da Educação ao seu município.

O caso de corrupção é mais um escândalo envolvendo os ministros de Bolsonaro. Dessa vez, sem vínculos com o setor de ensino e sem possuir cargo público, um grupo de pastores passou a comandar a agenda do ministro formando uma espécie de “gabinete paralelo” que interfere na liberação de recursos e influencia diretamente as ações da pasta.

Segundo o prefeito, a conversa aconteceu em abril de 2021, durante um almoço no restaurante Tia Zélia, em Brasília, após uma reunião com o ministro da Educação Milton Ribeiro. Além das acusações, ele também disse que um dos pastores que controlam o gabinete paralelo no Ministério da Educação pediu pagamentos em dinheiro e até em ouro em troca da liberação de recursos para a construção de escolas e creches.

Revelada pelo Estadão, denúncia aponta que Moura e o também pastor Gilmar Santos teriam pedido propina em troca de favores dentro do MEC. Na terça, o ministro Milton Ribeiro teve um áudio vazado em que dizia priorizar demandas feitas pelos pastores na Pasta.

Ao Estadão, Moura disse que não iria comentar o caso, e Santos e o MEC não se pronunciaram.