Caso Marielle Franco: 1.461 dias sem respostas ou justiça.

14/03/2022


Foto: Reprodução

 

Neste 14 de março, completa-se exatos quatro anos do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. São 1.461 dias sem respostas e sem prazo para que a Polícia Civil e o Ministério Público concluam a investigação.
 
A execução da parlamentar Marielle Franco e o motorista Anderson ocorreu no Estácio, região central do Rio, na noite de 14 de março de 2018, quando saíam de um debate. O assassinato tomou repercussão mundial pelo trabalho da parlamentar enquanto figura humana e política.
 
São 1.461 dias sem respostas e sem justiça. A contagem de tempo está no site do Instituto Marielle Franco e também nas redes sociais de pessoas públicas, como a jornalista Eliane Brum e a cartunista Laerte, com o intuito de não deixar que o caso seja esquecido pela Justiça do Rio de Janeiro.
 
O Instituto Marielle Franco publicou em suas redes sociais: “4 anos de busca por justiça e de defesa da memória de Marielle e Anderson. Quatro anos que permanecemos de pé pra transformar o luto em luta. Neste #14M, seguimos buscando pelas respostas: quem mandou matar Marielle e por quê?”. 
 
O caso
 
Após diversas reviravoltas, uma investigação da Polícia Civil concluiu que eles foram mortos pelo ex-policial militar Ronnie Lessa, com a ajuda do também ex-militar Élcio Queiroz, que dirigiu o carro usado no atentado.
 
Os ex-PMS estão presos em penitenciárias federais fora do RJ e aguardam julgamento que ainda não foi marcado.
 
Ao longo desse tempo, houve troca-troca no comando das investigações. Três grupos diferentes de promotores ficaram à frente do caso no Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ). Na Polícia Civil, o quinto delegado assumiu há pouco mais de um mês.
 
A força-tarefa que investiga o crime afirma ter encontrado os executores e descoberto a dinâmica da noite de 14 de março de 2018, no bairro do Estácio, na região central do Rio. Ainda não se sabe quem foi o mandante do crime.
 
Legado
 
Marielle defendia o feminismo, os direitos humanos, e criticava a intervenção federal no Rio de Janeiro e a Polícia Militar, tendo denunciado vários casos de abuso de autoridade por parte de policiais contra moradores de comunidades carentes.
 
Seu legado está eternizado internacionalmente sendo reconhecido por ONGs, como a Anistia Internacional, pela formulações de projetos de leis e pautas em defesa dos direitos da população LGBTI e das mulheres pretas e faveladas.