“Não tenho medo de ninguém”, garante presidente da Ucrânia

08/03/2022


Foto: poder360.com.br

 

Por meio de um vídeo gravado, nesta segunda-feira (7), Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, se pronunciou sobre a possibilidade de que ele fugiria do país em meio à guerra contra a Rússia. De acordo com o mandatário, que falou à população de seu escritório na sede do governo, ele permanecerá em Kiev e não tem medo de ninguém. 

 

“Eu estou aqui em Kiev, a minha equipe está comigo. Todos estão em seu lugar lutando”, disse Zelensky. Ao final do discurso, cita o endereço de seu escritório. “Continuo aqui [na capital], não estou me escondendo, não tenho medo de ninguém”, ressaltou Zelensky.

 

Em um tom mais ameno, Zelensky, apesar de salientar sobre as dificuldades nas negociações de paz,  informou aos cidadãos ucranianos que está em constantes diálogos para se chegar a um consenso no que tange ao cessar fogo. “Hoje já tivemos uma 3ª ronda de negociações na Bielorrússia. Gostaríamos de dizer ‘terceira e última’, mas somos realistas. Vamos conversar e vamos insistir nas negociações até encontrarmos uma maneira de dizer ao nosso povo: é assim que vamos conseguir a paz”, esclareceu o presidente ucraniano. 

 

No que se refere às ações ofensivas das tropas russas e os reiterados bombardeios, o mandatário adota uma postura firme contra o país vizinho, deixando claro que a Ucrânia terá capacidade de se reconstruir no pós-guerra. “Sabemos que o ódio que o inimigo trouxe para nossas cidades com bombardeios não permanecerá lá. Não haverá nenhum vestígio disso. O ódio não é sobre nós. Portanto, não haverá vestígios do inimigo. Vamos reconstruir tudo. Faremos com que nossas cidades destruídas pelo invasor sejam melhores do que qualquer cidade na Rússia”, afirmou Zelensky. 

 

Em relação ao comportamento do exército russo sobre a evacuação dos civis, Zelensky promove acusações de que o acordo acerca dos corredores humanitários não foi respeitado por Vladimir Putin, que, segundo o mandatário ucraniano, está aproveitando o ensejo do confronto para fazer propaganda do seu governo. “Houve um acordo sobre corredores humanitários que não foi respeitado. Funcionou? Os tanques russos funcionaram em vez disso. Eles [Exército da Rússia] até minaram a estrada, que foi acordada para transportar alimentos e remédios para pessoas e crianças em Mariupol. Ao passo que ônibus que transportam pessoas para fora do território ucraniano são atingidos”, finalizou o presidente.