Fórmula 1: pilotos apoiam cancelamento do GP da Rússia após ataque à Ucrânia

26/02/2022


Foto: Divulgação

 

Para esta temporada, a Fórmula 1 decidiu cancelar o GP da Rússia – embora os organizadores locais defendam a manutenção do evento. A decisão se deu em resposta à invasão russa na Ucrânia e teve grande apoio dos pilotos, que também se pronunciaram em apoio à população ucraniana.

“Estamos observando os acontecimentos na Ucrânia com tristeza e choque, e esperamos por uma resolução sadia e pacífica para a situação. Na quinta-feira de tarde a Fórmula 1, a FIA e as equipes discutiram a posição do nosso esporte e a conclusão foi que será impossível realizar o GP da Rússia nas atuais circunstâncias”, explicou a categoria.

A etapa russa estreou na F1 em 2014, no circuito de Sochi. A cidade, que recebeu as Olímpiadas de Inverno daquele ano no mesmo Parque Olímpico do autódromo fica na costa do Mar Negro, a cerca de 1600km de Moscou – capital da Rússia – e 700km das fronteiras ucranianas.

Na madrugada da última quinta-feira (24), o presidente russo Vladimir Putin autorizou a invasão à Ucrânia. Ataques foram registrados em diversas cidades do país, incluindo a capital Kiev. Volodymyr Zenlensky, presidente ucraniano, adotou a lei marcial no país e pediu ajuda militar e humanitária. Até agora, 198 ucranianos morreram e mais de mil ficaram feridos.

Antes do cancelamento da etapa, Max Verstappen – atual campeão da categoria – e Sebastian Vettel, tetracampeão, já haviam se posicionado contra a corrida. Verstappen disse ser errado realizar um evento num país em guerra. Já Vettel afirmou que boicotaria o GP, caso fosse adiante.

Lewis Hamilton, engajado nas causas sociais, usou as redes sociais para prestar apoio ao povo ucraniano. Confira abaixo o texto do heptacampeão:

“Quando você vê injustiça, é importante se posicionar contra ela. Meu coração está com todas as corajosas pessoas da Ucrânia, que estão enfrentando terríveis ataques por simplesmente escolherem um futuro melhor, e eu permaneço ao lado dos muitos cidadãos russos que se opuseram a essa violência e buscam paz, muitas vezes arriscando sua própria liberdade. Por favor, fiquem todos seguros. Estamos orando por vocês”.

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