Busca de emprego é meta para 49% dos brasileiros no começo de 2022

22/01/2022


Foto: Adriano Abreu

O futuro do trabalho é agora, se mostra flexível e a favor do bem-estar integral, o que tem feito as pessoas visarem oportunidades de trabalho que se alinham a esse perfil. Pesquisa da empresa de recrutamento Robert Half mostra que 49% dos profissionais com mais de 25 anos de idade pretendem buscar um novo emprego em 2022. Destes, 61% querem trocar de companhia, mas ficar na mesma área; 39% desejam uma mudança de Esses dados fazem parte da 18ª edição do Índice de Confiança Robert Half, que entrevistou em novembro 1.161 profissionais, igualmente divididos entre recrutadores, empregados e desempregados. Segundo o levantamento, a confiança atual na economia e no mercado de trabalho dos profissionais qualificados registrou queda em relação ao trimestre anterior e ficou em 37,1 pontos. A perspectiva futura, para daqui a seis meses, também sofreu declínio e com 46,9 pontos está em patamar pessimista.

 
Quando perguntados sobre a motivação para ter novas oportunidades, remuneração maior foi indicado por 37% dos que querem mudar de empresa e por 31% dos que planejam trocar de área. Outras razões incluem o desejo de inovar ou aprender algo novo (19%), a busca por realização pessoal (17%) e a expectativa de uma melhor qualidade de vida (12%).
 
Embora o salário seja um grande motivador, diversas mudanças ocorreram no mercado em virtude da pandemia, relações de trabalho foram alteradas e habilidades comportamentais foram inseridas ou reforçadas. Assim, os profissionais devem se preparar melhor para as tendências e exigências que 2022 trará.
 
"O principal conselho é: invista em qualificação. É extremamente importante se manter atento às demandas específicas do segmento em que o profissional atua e buscar sempre atualização em relação às tendências, conhecimentos e certificações exigidas", disse Fernando Mantovani, diretor-geral da Robert Half para a América do Sul.
 
Além da demanda de um segundo idioma, especialmente o inglês, para qualquer segmento ou nível, o especialista destaca o conjunto de competências comportamentais, as soft skills, que ganharam ainda mais destaque nos últimos dois anos. "Comunicação, adaptabilidade, flexibilidade, perfil analítico, senso de dono (visão do negócio), comprometimento e humildade são aspectos comportamentais bastante exigidos pelas empresas." Outros aspectos envolvem perfil para liderança e habilidade para trabalhar em equipe.
 

Mantovani considera prematuro afirmar que esse desejo de mudança dos profissionais esteja pautado num esforço insuficiente das empresas para reter os funcionários. Segundo ele, "as pessoas ainda não sabem exatamente o que esperar do futuro" e, paralelamente a isso, diz perceber um "movimento de contratações que, em função da crise, ficaram reprimidas durante um tempo e que hoje pode levar a reações mais contundentes".carreira, em novo segmento ou profissão.

Fonte: Agência Estado