"Lula é um encosto. A força dele é sobrenatural", diz Weintraub

21/01/2022


Foto: brasil247.com

 

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, nesta semana, o ex-ministro da Educação, Abraham Weintraub, falou sobre o pleito presidencial de 2022, sobretudo no que se refere à liderança do ex-presidente Lula nas pesquisas. De acordo com o ex-responsável pela pasta da educação, o protagonismo do petista na preferência popular se deve a alguma “força sobrenatural”. 

 

Weintraub, que recentemente manifestou o desejo de concorrer ao governo do estado de São Paulo, atribuiu a força de Lula a algum aspecto metafísico, além de ressaltar o seu antagonismo ao ex-mandatário e às pautas da esquerda. “O Lula é meu inimigo. Ele é um encosto pra mim. A gente pensa que acabou e ele renasce, vem de novo, não cansa, não para. Esse cara não é deste mundo, ele tem alguma força sobrenatural, não é possível”, ressaltou. 

 

Em tom de polêmica, Weintraub criticou a aproximação de Jair Bolsonaro com o centrão, ressaltando que trata-se de uma estratégia equivocada. “Não tomaria”, disse de forma sucinta. Na sequência, o ex-ministro da Educação faz elogios ao governo e nega a especulação de que tenha sido traído pelo atual chefe do executivo federal. “Nunca falei mal do presidente. Eu nunca vi o presidente fazer uma coisa errada”, revela. 

 

Na conversa com os jornalistas, Weintraub também comentou sobre a candidatura do ex-juiz Sérgio Moro (Podemos), salientando que o ex-colega não possui o perfil necessário para se tornar presidente da República. “Eu trabalhei com ele e acho que ele não tem as condições pessoais para ser eleito”, afirmou 

 

No que concerne ao pleito estadual, o ex-ministro da Educação está em viagem pelo interior de São Paulo, a fim de consolidar seu nome como um dos postulantes ao governo. Sobre o possível duelo com Tarcísio de Freitas, ministro da Infraestrutura e indicado por Bolsonaro ao Palácio dos Bandeirantes, Weintraub ressalta a sua qualidade e o compara com João Dória. "Tarcísio não é um nome ruim, mas eu sinto que ele não está com muita vontade de concorrer. Eu acho que ele é melhor que o Dória (PSDB-SP). Ele não vai ser meu inimigo, vai ser meu rival”, destacou.