"Lula, sim; Alckmin, não", afirma Boulos

18/01/2022


Foto: brasil247.com

 

Nesta terça-feira, em sua coluna no jornal Folha de São Paulo, Guilherme Boulos (PSOL-SP), líder do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto), fez uma análise sobre o pleito presidencial deste ano, sobretudo no que se refere à possibilidade de composição de chapa entre Lula e Geraldo Alckmin. De acordo com Boulos, a provável aliança entre o petista e o ex-tucano representa um “mau sinal”. 

 

Guilherme Boulos, que disputou a Presidência da República em 2018 e atualmente se apresenta como pré-candidato ao governo de São Paulo, justificou sua opinião a partir da experiência, segundo ele, mal-sucedida de Alckmin como mandatário do estado mais rico da federação. "Eu fui professor na rede estadual quando Alckmin era governador: um desastre", disparou. 

 

No texto, Boulos ressalta que o principal objetivo das eleições deste ano, sobretudo dos partidos de base progressista, é derrotar a chance de reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL). Nesse sentido, o psolista considera Lula como o mais indicado para essa tarefa, mas aponta um suposto caráter antipopular de Alckmin. 

 

"Neste ano, temos o desafio de derrotar Bolsonaro, e não tenho dúvidas de que Lula é quem tem melhor condição de enfrentá-lo. Mas precisamos derrotar também a agenda política antipopular e de retirada de direitos, da qual Alckmin é sócio", escreveu Boulos, 

 

Em consonância à opinião de Boulos, Rui Falcão (PT-SP), ex-presidente do partido, também deixou claro seu descontentamento contra a união, salientando que Alckmin simbolizaria uma “contradição” às causas históricas da legenda. Ademais, seguindo na mesma linda, Juliano Medeiros, presidente do PSOL, foi outro que corroborou com as críticas ao conchavo político, afirmando que Alckmin sempre se “contrapôs às pautas da esquerda”.