Moro manda recado aos adversários: “Eles têm medo da minha candidatura”

17/01/2022


Foto: veja.abril.com.br

 

Nesta segunda-feira, em entrevista à Rádio A Tarde FM, o ex-juiz e presidenciável Sergio Moro (Podemos) negou que tenha a intenção de concorrer ao Senado e abandonar a disputa presidencial de 2022. De acordo com o ex-ministro da Justiça, as especulações sobre seu futuro político são “mentirosas” e motivadas pelo “medo” que algumas pessoas têm de sua candidatura ao Palácio do Planalto. 

 

“Esse navio já zarpou. A candidatura, a pré-candidatura, é à Presidência da República. Tem muita gente mentindo sobre a minha candidatura porque tem medo de uma candidatura minha à Presidência, porque ela tem a capacidade de romper essa polarização que não interessa a nenhum brasileiro”, ressaltou Moro. 

 

.Baseado nas últimas pesquisas de intenção de voto, em que aparece como protagonista da chamada “terceira via”, Moro salienta que sua candidatura representa uma alternativa viável e equilibrada frente aos dois extremos da disputa, Lula e Bolsonaro. “Muita gente quer vender é que o jogo é entre os extremos, ou seja Lula do PT e Bolsonaro do PL, e que isso já está marcado, e é isso que a gente vai ter que decidir lá em outubro. Isso é mentira. Nós estamos a 10, 9 meses da eleição, tem muito tempo”, afirmou.

 

Na entrevista, o ex-aliado de Bolsonaro também exaltou, a fim de vencer a polarização, a necessidade de estabelecer um diálogo frequente e profícuo com os outros partidos. “Não existe um governo de um partido só e o grande desafio desse ano vai ser vencer essas propostas dos 2 extremos. Eu pretendo criar uma grande aliança nacional entre partidos, mas também com a sociedade civil, ou seja, com as pessoas, em cima de um projeto que faça sentido”, disse. 

 

Na pesquisa PoderData, realizada de 19 a 21 de dezembro de 2021, Lula e Jair Bolsonaro seguem na liderança no 1º turno, com 40% e 30% das intenções de voto, respectivamente. Sergio Moro aparece com 7%, empatado tecnicamente na margem de erro, de 2 pontos percentuais, com Ciro Gomes (PDT) e João Doria (PSDB), que têm 4% cada.