"A volta de Lula à presidência seria como reconduzir à cena do crime o criminoso", diz Bolsonaro

13/01/2022


Foto: blogs.oglobo.globo.com

 

Nesta quarta-feira (12), em evento no Palácio do Planalto, o presidente Jair Bolsonaro (PL) falou sobre as eleições deste ano, sobretudo no que se refere ao seu duelo particular com Lula (PT). De acordo com o atual chefe do executivo federal,  em referência a supostas fraudes na Petrobras, a volta do ex-mandatário ao poder seria como "reconduzir à cena do crime o criminoso". 

 

Não obstante os ataques ao seu maior rival na disputa presidencial, Bolsonaro também se pronunciou sobre a possibilidade de composição de chapa entre o petista e o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin. "Dos R$ 100 bilhões que a Petrobras pagou em dívida, meia dúzia veio de acordo de leniência e devolução de delatores. De onde veio essa grana? E querem reconduzir à cena do crime o criminoso, juntamente com Geraldo Alckmin", disparou o mandatário. 

 

Ainda no que concerne a um hipotético retorno de Lula ao comando da nação, Bolsonaro, sem apresentar evidências, afirmou que o ex-presidente, em clima de “já ganhou”, vem articulando cargos na administração pública. "Não tenho provas, mas vou falar. Como é que aquele cidadão está conseguindo apoios apesar de uma vida pregressa imunda? Já loteando ministérios. Para um partido, já ofereceu a Caixa, do Pedro [Guimarães, presidente da Caixa]. Não pensem vocês que aparecem R$ 50 milhões no apartamento de alguém e foi a fada-madrinha que botou. Com toda a certeza veio da Caixa lá atrás", disse. 

 

Na explanação aos jornalistas, o presidente ressaltou o “sucesso” da sua gestão, enaltecendo a “cota de sacrifício” que cada um dos seus ministros têm oferecido a fim de impedir casos de corrupção no governo. "A maioria de vocês que trabalham comigo poderiam estar muito bem lá fora, mas estão dando sua cota de sacrifício ajudando esse Brasil aqui a realmente vencer a crise que se encontra no momento [pandemia da Covid-19] e fazer também que não volte para a mão de bandidos, canalhas, que ocupavam esse espaço para assaltar o país por um projeto de poder, e cujo ato final seria atacar nossa liberdade", salientou. .