Artigo do projeto “Sífilis Não” do LAIS/UFRN é publicado na The Lancet Regional Health

30/12/2021


Foto: Reprodução

 

O artigo com os resultados do projeto “Sífilis Não” feito pelo Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) é publicado na The Lancet Regional Health. O trabalho científico foi desenvolvido por um grupo de pesquisadores brasileiros e de estrangeiros, todos vinculados ao LAIS/UFRN.
 
A The Lancet Regional Health, uma das principais revistas científicas do mundo na área de saúde, traz, em sua mais recente edição, um artigo com os resultados do Projeto “Sífilis Não”. O intitulado “Uso da Análise de Séries Temporais Interrompidas na Compreensão do Curso da Epidemia de Sífilis Congênita no Brasil”, o estudo apresenta uma análise dos métodos de enfrentamento à doença no país e o monitoramento dos números de casos.
 
O principal objetivo do projeto é contribuir juntamente com outras ações (federais, estaduais e municipais) no enfrentamento à infecção de sífilis no território brasileiro. Para tanto, o Projeto está estruturado em quatro eixos: vigilância, gestão e governança, cuidado integral e educomunicação.
 
O estudo foi desenvolvido com cientistas da Universidade Harvard, nos Estados Unidos da América; da Universidade de Athabasca, no Canadá; da Universidade de Coimbra, em Portugal; da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, e da Universidade Federal do Espírito Santo, ambas no Brasil.
 
Todo o trabalho é baseado na tese do professor Rafael Pinto, doutorando do Programa de Pós-graduação em Sistemas e Computação da UFRN, sob a orientação dos professores PhD. Lyrene Silva e PhD. Ricardo Valentim, ambos da UFRN.
 
Como uma das revistas mais importantes do mundo científico, os periódicos da The Lancet têm amplo alcance global, com mais de 84 milhões de visitas anuais no seu site, TheLancet.com, e disponibiliza mais de 141 milhões de artigos para download. 
 
Os cientistas conseguiram demonstrar no artigo publicado na The Lancet a efetividade das ações de intervenção do Projeto “Sífilis Não” no território brasileiro. Os resultados apontam que, caso o conjunto de ações do Projeto “Sífilis Não” não tivessem sido implementadas o Brasil poderia ter vivenciado um aumento de 28,79% dos casos de sífilis congênita nos municípios brasileiros, que foram definidos como prioritários pelo Ministério da Saúde, até o final de 2019.