Sérgio Moro sobre Lula e Bolsonaro: “um elogia ditaduras; o outro não tem civilidade”

26/11/2021

Por: Otávio Albuquerque
Foto: opovo.com.br

 

Nesta quinta-feira, em entrevista à CBN Curitiba, o ex-juíz e postulante à presidência Sérgio Moro fez uma análise sobre o pleito de 2022, sobretudo no que se refere às atuações dos seus maiores rivais na disputa: Lula e Bolsonaro. Quando questionado sobre os principais favoritos na corrida ao Palácio do Planalto, os quais se tornaram seus inimigos públicos, o ex-ministro adotou um tom de ironia na resposta: “não tenho medo de cara feia”.


Em justificativa ao seu comentário acerca dos adversários, Sérgio Moro os classisifica como “radicais” e argumentou que sua atuação jurídica o levou a enfrentar situações de extremo risco, fato que o torna apto a encarar as eleições sem medo. “Em relação aos políticos que habitam os extremos: primeiro, não tenho medo de cara feia. Tenho uma carreira na qual tive caso envolvendo líderes do crime organizado, processo contra um dos mais notórios criminosos do Brasil, Fernandinho Beira-Mar", declarou Moro. 


Sérgio Moro, que na última semana se filiou ao Podemos, ressaltou que os eleitores de Lula e Bolsonaro “são enganados por mentiras e têm dificuldades em aceitar que eles são ruins”. No que concerne à sua relação com o atual chefe do executivo federal, a quem serviu como ministro, Moro salienta que o mandatário não tem civilidade no trato com a imprensa e também revela que se sentiu traído pelo governo. "O que mais faz o atual presidente é ofender jornalistas. Eu nunca tive ambição pessoal. Entrei no ministério para ter consolidação no combate à corrupção, mas o Planalto não apoiava. É preciso reconhecer que o governo é ruim, fez uma série de promessas sobre um tema muito caro para mim, que é o combate à corrupção. Não fez nada [sobre isso]". disse. 


No que tange ao ex-presidente Lula, a quem julgou e condenou por 580 dias no processo da Lava-Jato, Moro fez duras críticas à suposta defesa do petista aos regimes ditatoriais, além de ressaltar os problemas de ordem econômica durante o período em que o Partido dos trabalhadores esteve no poder. "As pessoas se esquecem de que o PT deixou o país na recessão. Porque escolher uma coisa que não deu certo? Quando a gente vê o Lula elogiando a ditadura, levanta uma preocupação", afirmou o ex-ministro da Justiça e Cidadania.