Advogada Andréia Nogueira concede entrevista a respeito de mulheres na carreira jurídica e feminismo

03/11/2021

Por: Redação PN
O Jornal Potiguar Notícias, comandado pelo jornalista Cefas Carvalho, recebeu nesta quarta-feira (3), a advogada e membro da Associação Brasileira das Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ), Andréia Nogueira, para debater a respeito de feminismo, mulheres na carreira jurídica e sobre o Outubro Rosa.
 
Durante o mês de Outubro, as atenções são voltadas à prevenção e o tratamento do Câncer de Mama e neste ano não foi diferente, apesar da pandemia da Covid-19, e as medidas de combate, como distanciamento social, foram realizadas ações em prol das mulheres. “Tivemos uma baixa de ações este ano, foram bastante reduzidas por causa da contenção e o distanciamento. Esse ano a ABMCJ, que sempre vai aos locais, fez bastante mídia, o trabalho foi maior através das redes sociais com postagens de auxílio e conscientização. Mesmo de longe, as pessoas continuaram ajudando e agindo”, destacou a entrevistada.
 
Vale ressaltar que a pauta do Outubro Rosa segue durante todos os meses do ano, assim como outros temas de interesse feminino. As mulheres são lembradas em vários meses do ano com campanhas muito objetivas. “No mês de março é celebrado o dia internacional da mulher, em novembro tem os 16 dias de ativismo de combate à violência contra a mulher. No dia 10 de dezembro tem o dia dos direitos humanos. São muitas datas em que a mulher está em pauta e são datas importantes para a luta feminista” frisou a advogada.
 
Ao ser perguntada sobre o número de casos de violência contra a mulher durante a pandemia, Andréia Nogueira diz que somente com a denúncia os números não vão diminuir, é necessário a conscientização do homem de que não pode usar a violência contra a mulher, seja verbal, física, psicológica ou o que for. “De fato, nesse período de isolamento, no Brasil como um todo, houve um aumento do feminicídio, porém, temos um grato dado: no RN tivemos uma diminuição no número de casos de violência doméstica contra a mulher, mesmo que a gente ainda veja muitos”, completou.
 
“Estamos tendo maior visibilidade para combater esses casos, estamos se indignando mais e, hoje, vemos que a luta não é mais só das mulheres. As mulheres eram muito invisíveis, mas hoje temos mais pessoas engajadas nessa luta”, destacou Andréia.  
 
Acompanhe a entrevista, na íntegra, através do canal PNTV Play: https://youtu.be/VAy5W66Y_mE