Enquanto mulher era estuprada em trem, passageiros não fizeram nada

20/10/2021

Por: Otávio Albuquerque
Foto: bbcgossip.com

 

Na última semana, no estado norte-americano da Pensilvânia, uma mulher foi estuprada dentro de um trem e nenhum dos passageiros a ajudou. De acordo com informações do Washington Post, jornal que divulgou o fato, não obstante a omissão do socorro, algumas pessoas que estavam no transporte até gravaram o ato criminoso nos celulares.


A partir das imagens de segurança do trem, foi aferido que o agressor sentou no assento ao lado da vítima. Progressivamente, o homem foi se tornando agressivo, empurrando a mulher, até o momento em que rasga as suas roupas e inicia o ato sexual. “Ele sentou ao lado dela para conversar. E então ele dominou completamente a mulher e usou a força para estuprá-la", declarou Timothy Bernhardt, superintendente de polícia na cidade de Upper Darby, que ficou responsável pela investigação. 


No que concerne à negligência dos outros passageiros em relação ao crime, Timothy Bernhardt, em entrevista à CNN,  adotou um tom agressivo, deixando claro o erro dos cidadãos diante de algo terrível. "Qualquer um que estava naquele trem tem que se olhar no espelho e perguntar por que eles não intervieram ou por que não fizeram algo", ressaltou o superintendente.


Ainda no que tange à atitude das pessoas que estavam no trem, Andrew Busch, porta-voz da companhia ferroviária, se pronunciou, atribuindo uma parcela de culpa aos “observadores” do episódio. "Se alguém que testemunhou isso tivesse ligado para o 911, é possível que nós pudéssemos ter agido mais cedo", salientou Busch em caráter de lamentação, mas lembrando o número de discagem rápida para a emergência dos Estados Unidos.


Fiston Ngoy, de 35 anos, foi identificado como autor do estupro e, também, indiciado por outros crimes, incluindo a chamada "agressão sexual agravada", cometida diante de outras pessoas, conforme documentos judiciais obtidos pelo jornal. Ele está preso e sua fiança foi fixada em US$ 180 mil (o equivalente a R$ 992 mil). Por outro lado, a mulher, a qual foi classificada pelo superintendente de polícia como “incrivelmente forte”, foi levada a um hospital para análise médica. Sua identidade foi mantida em sigilo.