Atriz potiguar protagoniza curta paulista que vai disputar Festival de Cannes

16/06/2021

Por: CEFAS CARVALHO
Foto: Badu Morais em cena do filme ´Céu de agosto`
 
A atriz e cantora Badu Morais, que nasceu em Natal e morou muito tempo em Parnamirim, onde começou nas artes, é protagonista do curta metragem paulista ´Céu de Agosto`, dirigido por Jasmin Tenucci, que foi escolhido para a mostra competitiva da categoria no Festival de Cannes, na França, o mais prestigiado do Mundo.
 
Residente há alguns anos em São Paulo, onde trabalha no teatro e cinema, Badu falou sobre a conquista: "Eu saí de Parnamirim, com um sonho cravado no peito de um filho debaixo do braço. Quando eu era criança recriava cenas de novela, sozinha com minhas bonecas. Eu cresci sabendo o que eu queria, embora muitas vezes, chorei e ainda choro pela dificuldade de ser artista no nosso país hoje. Céu de Agosto é meu segundo trabalho no cinema, e o curta vai para Cannes. Eu chorei, passou um filme na mente, tantos nãos na vida, tantas lágrimas", desabafou.
 
Em “Céu de agosto”, que é escrito e dirigido por Jasmin Tenucci e ambientado na cidade de São Paulo, uma jovem grávida (interpretada por Badu) vive uma crescente sensação de perplexidade diante de acontecimentos estranhos e de seu próprio corpo. Enquanto ela se vê atraída pela igreja neopentecostal de sua comunidade, algo sinistro —  que ultrapassa a experiência individual e se relaciona ao assombro político que marcou os primeiros meses do governo Bolsonaro — parece assombrar a jovem.
 
SOBRE BADU
 
Badu também filmou o longa metragem "Agreste", com direção de Sérgio Roizenblit, filmado em 2019 com previsão de estreia para 2022 e está no elenco do longa metragem "A Mãe" direção de Cristiano Burlan, e no curta-metragem "Dreno", do diretor Humberto Giancristófaro. 
 
Trabalhando profissionalmente desde 2006, Badu Morais integrou o elenco de diversos espetáculos teatrais e musicais, destaque para o musical "Cangaceiras,as guerreiras do sertão", texto de Newton Moreno, ganhador do APCA, de melhor dramaturgia e considerado o melhor espetáculo musical de 2019 pelas críticas; Folha de São Paulo e Estadão.