Fernando Freitas e Jaime Calado debatem questão portuária do Rio Grande do Norte

26/05/2021

Por: Jessyanne Bezerra

 

No Debate Potiguar Notícias, o auditor fiscal, Fernando Freitas e o secretário de desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte (Sedec), Jaime Calado debatem: “Projeto do novo porto e o desenvolvimento econômico do RN pós pandemia”. A mediação é feita pelo jornalista Otávio Albuquerque.

A importância do segmento portuário para o desenvolvimento econômico se tornou um tema primordial no Governo Fátima. Com os navios sendo direcionados para os estados de Pernambuco e Ceará, o Rio Grande do Norte teve uma das fontes de exportação travadas devido a problemas estruturais. A expansão e revitalização do porto Potiguar se tornou um dos pilares para a retomada do desenvolvimento econômico norte-rio-grandense.

Sobre isso, Fernando Freitas esclareceu: “Com essa nova legislação estadual não perdemos investimentos, mas temos perdido para a questão da infraestrutura. Nós temos uma dificuldade enorme com relação a área portuária em que o porto não atende a expansão e é limitado”. O auditor fiscal ressaltou a questão logística: “Estamos a literalmente a ver navios que estão passando para o Ceará, Pernambuco, Paraíba, levando as cargas da produção industrial dos estados e também dos centros de distribuição”.

O secretário de desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte (Sedec), Jaime Calado, explica todo o processo feito para que o projeto de desenvolvimento tecnológico da infraestrutura portuária: “Foi estabelecido a política do diálogo e nisso criamos as seis câmaras setoriais, com os principais setores da economia do estado, e nessas câmaras estão as empresas, as universidades, o crédito e o Sebrae, entre outros que prestam serviço à sociedade".

 

O problema portuário é um dos principais limitadores para atração de empresas para o Rio Grande do Norte. Com a expansão do porto, a expectativa é que as exportações aumentem e que novas empresas se estabeleçam no Rio Grande do Norte, gerando assim novos empregos. “Estamos tentando refazer todos os incentivos fiscais que existiam e estamos criando novos, no caso do Proedi (Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte) é o instrumento mais moderno do Brasil, hoje, em termos de incentivo fiscal como ferramenta de desenvolvimento”, declarou Jaime Calado.

Outro ponto principal dentro do projeto portuário é a criação de energia eólica no mar (offshore). O Rio Grande do Norte é o maior produtor de energia eólica no país e é centro de estudos de empresas e instituições interessadas em ampliar a produção da energia dos ventos para o mar. “O porto é estratégico para o nosso crescimento. Nós somos o maior produtor de energia eólica mas não temos uma indústria aqui, uma foi para o Ceará, outra pra Paraíba, uma na Bahia, e isso porque não temos um porto”. O  secretário de desenvolvimento econômico do Rio Grande do Norte (Sedec), Jaime Calado, acrescentou: “Temos a criação do atlas eólico e solar, em terra e no mar, será um instrumento que irá atrair mais de R$ 30 bilhões”.

O porto de Natal é o porto sul-americano mais próximo do continente europeu, fazendo ligação com portos das nações dos cinco continentes. Foi criado em 21 de outubro de 1932, próximo a foz do Rio Potengi.

 

Para saber mais, veja o debate na íntegra: https://youtu.be/8368B-Tyffc