Parnamirim: Bancada governista na Câmara arquiva denúncia contra prefeito

19/05/2021


 
Maioria na Câmara de Parnamirim, a bancada governista foi determinante para a rejeição de uma representação que foi apreciada nesta terça-feira (18) em plenário da sessão plenária. As denúncias, feitas por um cidadão, o advogado Francisco de Souza Nunes, são contra o atual prefeito Rosano Taveira, e alegam prática de ilícitos político-administrativos (e criminais). 
 
Favorável à apreciação da representação, a vereadora Fativan Alves (PV) foi uma dos dois representantes do legislativo municipal a votar a favor da análise do documento. “Acho que tínhamos que apreciar com muita responsabilidade e atenção essas denúncias”, ressalta.
 
Os procuradores da Câmara tinham dado parecer negativo, mas deixou a cargo do plenário a decisão. A representação só seguiu para plenário pelo pedido de vistas do vereador Gabriel César (PSL). Dos 17 edis, um não pôde votar porque é o presidente da Casa, uma se absteve, dois votaram pelo acatamento das denúncias (Fativan e Gabriel) e os demais (13) votaram pelo arquivamento. 
 
O documento possui 15 páginas. “Tem-se aqui, numa apertada síntese, o retrato colorido de uma administração pública municipal comprometida inteiramente com os interesses familiares do chefe do poder executivo, respaldados ora pela incompetência, ora pela subserviência, ora pela vaidade, ou mesmo, em alguns casos, pela fragilidade de honestidade que inspira um desequilíbrio mental (ratio), na percepção dos limites entre o PÚBLICO e o PRIVADO”, escreveu o autor da representação.
 
Entre as denúncias arquivadas, enriquecimento dos detentores de cargos comissionados, gratificações indiscriminadas, “jetons” avantajados distribuídos sem critério técnico, mesmo com extinção de secretarias, e até mesmo a nomeação do hoje deputado Jacó Jácome, que segundo o cidadão autor da representação, teve sua nomeação como secretário de Assistência Social devido a arranjo político e que este sequer comparecia ao município para exercer função, materializando assim “ilegal e imoral uso de dinheiro público, com objetivo meramente eleitoreiro (servidor fantasma)”, o que para o denunciante se corroborou com uma portaria do prefeito dando plenos poderes à adjunta que de fato respondia pela pasta.