Senadores querem retomar auxílio emergencial, mas sem corte de gastos

10/02/2021


 

Líderes do Senado querem que o auxílio emergencial volte a existir o quanto antes. A avaliação é que a regra do teto de gastos deve ser respeitada, mas que não há tempo hábil para aprovar no Legislativo medidas de ajuste fiscal como corte no salário de servidores e fim do piso de investimentos para saúde e educação.

"Defendo que seja feito respeitando-se as regras fiscais em vigor", disse o líder do PDT, Cid Gomes (CE), ao rejeitar novas medidas de ajuste fiscal.

O auxílio foi pago de abril a dezembro de 2020, inicialmente com o valor de R$ 600, mas nos quatro meses finais foi de R$ 300. Para não desrespeitar o teto de gastos, foi aprovada uma emenda à Constituição para criar um orçamento paralelo para o combate à pandemia, que ficou conhecido como orçamento de guerra e valeu até 31 de dezembro de 2020.

"O auxílio emergencial é urgente, relevante e necessário. Além do auxílio precisamos tbm prorrogar as parcelas dos empréstimos e impostos parcelados, tendo em vista que a pandemia continua e ainda é muito grave. Acho que o melhor é prorrogar o orçamento de guerra", disse o líder do PSDB no Senado, Izalci Lucas (DF).

O líder do DEM, Marcos Rogério (RO), seguiu a mesma linha. "É preciso buscar compatibilizar o auxílio emergencial e o teto de gastos. Esse deve ser o esforço. Todavia, garantir o auxílio é colocar comida na mesa de quem perdeu a renda básica. Isso é emergencial. A prioridade deve ser garantir o alimento de quem precisa; e compatibilizar isso com o teto de gastos".

Fonte: Congresso em Foco