"Queremos o diálogo com o DER/RN e a STTU", afirma presidente da ASTOMP

06/02/2021

Por: Redação PN

 

 

          Nesta sexta-feira, o jornalista Otávio Albuquerque entrevistou o empresário Sadi Ritzel, presidente da ASTOMP (Associação dos Transportes do Rio Grande do Norte), que falou sobre a alteração proposta pelo DER/RN (Departamento De Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte) em linhas de transportes opcionais que atendem ao itinerário entre Cophab e Caminho do Sol, em Parnamirim, a rodoviária e o centro de Natal.

         De acordo com o empresário, desde 2013, os transportes opcionais, no retorno de Natal para a Cophab e o Caminho do Sol, passam pela Avenida Salgado Filho, a partir do Shopping Midway. No entanto, o DER/RN, pressionado, segundo ele, pela STTU (Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana), informou que, a partir de 1 de fevereiro, modificaria esse trajeto das linhas. Ao todo, são 19 micro-ônibus que atualmente percorrem esse itinerário.

          Em relação ao impacto financeiro que essa mudança pode promover nas pequenas empresas de transportes, Sadi Ritzel ressalta: "nesta época de pandemia, essa alteração promovida pelo DER/RN pode trazer um prejuízo enorme, tendo em vista que o preço do combustível está cada vez maior, além do número de passageiros ter diminuído sobremaneira. Além disso, a população é contra essa mudança e se mobilizou contra ela, organizando manifestações nas redes sociais. Diante disso, o DER/RN adiou o prazo dessa alteração nas linhas".

         No que se refere ao apoio político que a ASTOMPE está recebendo, o empresário enfatiza: "falamos recentemente com o deputado estadual Hermano Morais, o qual se mostrou muito solícito não apenas sobre a nossa reivindicação, mas também dos operadores e dos anseios da população. Nesse sentido, ele ligou para o DER/RN, a fim de estabelecer um diálogo entre os envolvidos no caso. Inclusive, os operadores e os cidadãos que precisam dessas linhas queriam fazer uma manifestação em torno de uma greve, mas entendemos que não seria adequado criar impactos sociais neste momento e que, só a partir da conversa, chegaremos a um acordo aceitável", finaliza.