Saída da Petrobras do RN: "É uma política de desinvestimento" diz Lays Oliveira

25/01/2021

Por: Jessyanne Bezerra

 

 

Em entrevista concedida ao jornalista Pinto Jr. para o programa Jornal Potiguar Notícias, a vice-coordenadora do Sindipetro/RN, Lays Oliveira, que fala sobre a importância da Petrobras e sobre as consequências da saída dessa empresa do estado.

A venda de refinarias da Petrobras causou um grande impacto na economia nacional. Fundamentada em um plano de privatização, o leilão das ações dessa empresa estatal gerou instabilidade no desenvolvimento potiguar. Em relação a esse tema, a vice-coordenadora do Sindipetro/RN afirmou “a situação de desinvestimento gera naturalmente a queda de produção, então diminuiu o nosso número de barris e com isso vem toda a queda na quantidade de royalties, de tributos arrecadas e consequentemente também na quantidade de empregos diretos e terceirizados” e isso reflete nos preços do gás de cozinha, na gasolina e em diversos derivados que afetam a economia do estado.

O desemprego é uma das maiores consequências da privatização, que não colocou só a economia em jogo mas também como a soberania nacional. Sobre isso Lays Oliveira declarou “Segundo o número de funcionários cadastrados no Sistema da Petrobras para Terceirizados, em 2010 tínhamos 13.003 funcionários e hoje temos um quadro de 3.300. É uma queda de quase 10.000 trabalhadores. E no quadro de trabalhadores próprios, em 2012 nós tinhamos no território do RN 2.837 e hoje nós temos apenas 900 e com a previsão de transferência para a totalidade” e acrescentou “isso afeta todo o setor econômico do Rio Grande do Norte e nesse quadro de desinvestimento não vemos um plano de responsabilidade com o município, com os trabalhadores, com os empregos diretos e indiretos, a geração de renda direta e indireta”.

A saída da Petrobras, não só do estado potiguar mas também de todo o nordeste, é um fato alarmante e chama atenção para uma manobra política pois trata-se da substituição da Petrobrás, controlada pelo governo brasileiro e, em última instância, pelo povo através das eleições e pressões sociais, por empresas privadas alheias aos nossos projetos nacionais. “A gente acusa isso como um plano de desinvestimento para a retirada da Petrobras do RN e de todo o Nordeste como uma estratégia de política” afirmou, a vice-coordenadora do Sindipetro/RN e acrescentou “há uma perseguição do governo federal ao nordeste, porque não há outra justificativa os poços maduros continuam produzindo tanto quanto estão sendo vendido e ninguém compraria um poço que não estivesse produzindo, que não tivesse nenhuma perspectiva de lucro. A queda na produção é diretamente ligada a falta de investimento e não a quantidade de óleo nos poços”.

Para saber mais acesse o link da entrevista: