Palanques libertários

06/01/2020

Por: Janduhi Medeiros
 
O acampamento de Curitiba foi a grande e contagiante trincheira de resistência do PT e de Lula Livre, nesse ano que passou. A vigília que acordou o mundo,  despertou a necessidade da luta permanente. Esse arraial libertário, além de simbólico, foi o palanque do grito da militância, que ecoou nas ruas do país, nas praças das cidades e nas esquinas do mundo inteiro, estimulando infinitas atividades que deu voz aos que lutam pela democracia, pela verdade e pela defesa de um mundo mais fraterno e solidário. Até o Papa Francisco gritou Lula Livre, com os ritos do cargo, claro. Na verdade, foi uma baita energia de ligação na luta de todos os cidadãos, onde a luz da participação floresceu.
 
O ano virou, mas o projeto da Lava Jato não caiu, continua amparando atrasos e retrocessos. Em 2020 o grande palanque será, sem dúvida, as disputas políticas municipais. Em meio a uma conjuntura de imenso conflito ideológico e apologia à intolerância, patrocinado, sobretudo, pela agressividade do governo federal, com agentes especialistas em gerar ódio, discórdia, fomentando o fundamentalismo da separação de classes, movimento financiado pelos opressores internacionais e tupiniquins adestrados, o PT, sua militância e seus aliados vão precisar construir espaços nesse ambiente para o debate e para os enfrentamentos que a esquerda precisa fazer, sabe fazer e gosta de fazer, no resgate da democracia - formal e substancial, que infelizmente ainda se encontra na escuridão do poço. O grito de “Lula Livre”, subindo esteiras rolantes pelos centros revolucionários do mundo consciente, conseguiu libertar a maior liderança do planeta, pelo menos momentaneamente, presidente eterno dos oprimidos. Agora, já que entramos nos salões das eleições do novo ano, o PT tem a imensa missão de ser protagonista nas batalhas que se avizinham, pelos corredores das articulações políticas, juntos com seus aliados, buscando ampliação, renovação e oportunizando espaços a jovens lideranças, negros e mulheres.
 
O PT se tornou o grande opositor do poderoso e perverso projeto neoliberal, instalado na América Latina, com o seu modelo social de governar. Isso, certamente, explica a maldade seletiva da Lava Jato, destruindo lideranças políticas, comprometidas com liberdade e oportunidade, criminalizando partidos e inviabilizando empresas nacionais, não permitindo, assim, a soberania de países emergentes, atendendo interesses seculares do mercado, liderados, pós-Segunda Guerra, pela ganância hegemônica americana.
 
O partido, antenado a esse cenário político, quer lançar candidatos nas principais cidades, especialmente, nas capitais e usar legitimamente o processo eleitoral para discutir com a sociedade projetos virtuosos, como o Mais Médico, Educação, Geração de Empregos e o Minha Casa Minha Vida, entre muitos, comparando com os projetos que a Lava Jato implantou no país, a partir do impeachment, passando por Temer, as reformas contra o povo e o nefasto governo Bolsonaro.
 
Os palanques libertários serão a grande tarefa do PT no país e nas terras do inesquecível Frei Miguelinho, neste novo ano. Um partido vigoroso em seus ideais e comprometido com as lutas dos trabalhadores, lançando candidatos nas principais cidades, especialmente, em Natal, no caso do Rio Grande do Norte, para atender às aspirações da aguerrida e solidária militância, fortalecendo as lutas e o projeto nacional, o compromisso com os seus aliados e o seu legado histórico e social.
 
É isso!