Responsáveis pelo massacre em presídios no AM são transferidos para Mossoró

31/05/2019


Foto: O Câmara
Avião da Força Aérea Brasileira pousou no Aeroporto Dix Sept Rosado, sob forte esquema de segurança, por volta das 23 horas; 17 presos do Amazonas, entre eles João Branco e Zé Roberto, passaram por exames e foram para o confinamento do Presídio Federal.
 
Para colocar um fim na guerra entre membros de facção criminosa Família do Norte (FDN), que resultou em 55 mortes dentro de 4 unidades prisionais do Amazonas neste final de semana, 17 presos foram transferidos para o Presídio Federal de Mossoró/RN. 
 
A transferência aconteceu na noite desta quinta-feira. O Hércules da Força Aérea pousou no Aeroporto Dix Sept Rosado por volta das 23 horas. Os presos, antes serem confinados na unidade de segurança máxima, passaram por exames de corpo delito no ITEP. 
 
Em Manaus, a mídia informa que este conflito foi diferente do que aconteceu em 2017, que resultou num massacre de 65 presos. Na ocasião, havia uma guerra declarada da Família do Norte contra o Primeiro Comando da Capital, que teve origem em São Paulo. 
 
No caso, o PCC foi massacrado. 
 
Desta vez, o Jornal A Crítica destaca que José Roberto Fernandes, o Zé Roberto, e João Pinto Carioca, o João Branco, considerado os principais chefes da Família do Norte, se desentenderam, devido a uma insatisfação com os resultados do tráfico de drogas. 
 
João Branco estaria insatisfeito com a gerência de Zé Roberto com o crime organizado e o tráfico de drogas e estava criando uma facção chamada FDN Pura ou Potência Máxima, para ele mesmo assumir o tráfico de drogas e o comando do crime organizado. 
 
Como muitos presos continuaram com Zé Roberto, João Branco usou a mulher Sheila Maria Faustino Peres para levar bilhetes ordenando a execução dos presos ligados a Zé Roberto em outros presídios. Só que o plano foi descoberto e Zé Roberto reagiu. 
 
No caso, os presos massacrados eram ligados a João Branco. 
 
Estas informações estão no Jornal A Crítica, que escreveu a reportagem tendo como base um dossiê da Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas. 
 
As mortes aconteceram no domingo e na segunda-feira. 
 
25 no Instituto Antônio Trindade 
 
19 Complexo Penitenciário Anísio Jobin 
 
06 Unidade Prisional Provisória do Puraquera 
 
05 Centro de Detenção Provisório Masculino 
 
A procuradora geral de Justiça do Estado do Amazonas, Leda Mara Albuquerque explicou ao G1 do Amazonas, que os primeiros nove presos que foram transferidos (3 para Brasília e 6 para Catanduvas) não estavam entre os presos que ordenaram o massacre. 
 
Leda Mara adiantou que havia solicitado a transferência de 20 presos que estariam entre os líderes das da facção agora rachada em duas, possivelmente Zé Roberto e João Branco estão entre os 17 que foram transferidos para o Presídio Federal de Mossoró. 
 
A lista de presos transferidos, a Secretaria de Administração Penitenciária do Amazonas disse que só vai divulgar quando acontecer a transferência dos presos. No caso, o Departamento Nacional Penitenciário é quem define onde os presos que o sistema recebe vão ficar. 
 
E a escolha foi Mossoró, que já guarda os presos que comanda o crime no Rio de Janeiro, alguns do PCC e semana passada recebeu os líderes da facção Guardiões do Ceará (GDE), que haviam ordenado ataques no Ceará, no Presídio Federal de Mossoró, de onde serão transferidos para outros Presídios Federais do País, distantes do Estado do Ceará.

Fonte: Mossoró Hoje