Candidaturas de Robinson e Fábio podem "morrer abraçadas" durante campanha

05/04/2018

Por: Cefas Carvalho
Foto: Robinson Faria e Fábio Dantas (Foto: Canindé Soares)
O governador Robinson Faria (PSD) e o vice-governador Fábio Dantas (PSB) vivem uma situação delicada e curiosa: ambos são pré-candidatos ao Governo do Estado. Ambos em um quadro diferente seriam os favoritos à vitória. Mas, nas circunstâncias atuais ambos podem perder feio nas urnas e "morrerem" abraçados, politicamente falando.
 
Robinson afirma que vai tentar a reeleição, fato normal entre governantes em primeiro mandato. O problema é que ele faz uma gestão mal avaliada e desgastada, principalmente nas áreas de Segurança Pública e pagamento do funcionalismo. Sem resolver essas duas questões, Robinson tem chances quase zero de êxito.
 
Por sua vez, observador do quadro de desgraça de Robinson, Fábio viu a chance paralela de "desgarrar" do Governo e colocar-se como uma alternativa ao caos. Contou para isso com seu poder de articulação e bom trânsito entre prefeitos e presidentes de Câmara.
 
O problema é que sua pré-candidatura não "empolgou" o mundo político como ele pensava de início. Primeiro porque muitos prefeitos e vereadores ainda mantém necessários elos com o governador. Segundo porque o quadro apresenta mais dois candidatos de peso: Carlos Eduardo Alves (PDT) e Fátima Bezerra (PT).
 
Carlos deverá deixar a Prefeitura de Natal até amanhã para lançar-se candidato ao Governo, velho sonho dele. Também desgastado em Natal, Carlos conta com a força do MDB e do nome Alves no interior, justamente onde Fábio queria caçar votos.
 
Já Fátima, que vem liderando as pesquisas, fica a mercê da conjuntura nacional (com Lula preso ou não e dependendo quem será o candidato do PT a presidente). Contudo, bom bom mandato de senadora e no recall do trabalho como deputada federal, ela tem apoio de muitos prefeitos e vereadores do interior.
 
Uma fatia destes apoios ainda pode migrar ou mudar de candidato, claro. Contudo, o número destes apoios não é tão grande que dê para Robinson e Fábio, que, a rigor, tem a mesma base eleitoral (Agreste) e o mesmo trampolim político (ALRN), ou seja, ocupam se não o mesmo espaço político, um espaço bem parecido.
 
Com riscos então de um engolir o outro. E darem amplos espaços para Carlos e Fátima.