Serjão Pinheiro sobre a intervenção militar no RJ: “É um equívoco”

14/03/2018

Por: Redação do PN
Foto: Redação do PN

O policial federal e atual diretor da Federação dos Policiais Federais no Brasil Serjão Pinheiro fala, em bate-papo com Pinto Júnior, acerca da situação da segurança pública no Brasil.

Indagado a respeito da intervenção militar no Rio de Janeiro, dispara: “É um equívoco. Aquilo é uma intervenção político-partidária que tem como objetivo a manutenção de poder. Não é à toa que Temer está se lançando pré-candidato à Presidência da República. E isso não é bom, eles estão usando algo perigoso: as nossas Forças Armadas”.

Destacando a carência de unir todas as polícias, não apenas a militar, para manter a segurança nacional, afirma: “Essas intervenções, feitas de maneira infeliz, são provocadas por governos ditos democráticos". Ainda sobre o Presidente Temer, ironiza que assumiu o poder por meio de um “impeachment entre aspas”.

Ainda sobre a atual problemática fluminense, ressalta que foi feita sem planejamento e diz que o próprio comandante do Exército criticou severamente essa estratégia, a qual não chega às áreas ricas, e sim, às periféricas, julgando, portanto, a existência de penalizações injustas, sobretudo, de cidadãos pobres e negros.

“Bandido bom é bandido investigado, preso, denunciado, julgado, condenado, tudo isso dentro de um processo legal”, salienta, já que enxerga a prisão como uma “universidade do crime”, onde o detento consegue, devido à ausência de oportunidades de labor e estudo, “doutorado e pós-doutorado no crime”. Evidencia, em adição a isso, que “se não houver uma política de segurança pública, não há Forças Armadas que resolvam o problema da segurança no Brasil”.