“Candidatei-me a prefeita porque tenho meu trabalho dificultado na Câmara"

01/09/2016

Por: Redação do PN
Foto: Tiago Rebolo
A vereadora e candidata a prefeita de Macaíba pelo PRP, Kátia Sena, concedeu entrevista ao jornalista José Pinto Júnior para o programa Conexão Potiguar, pela BAND.
 
Sobre a decisão de deixar o Legislativo e tentar chegar ao Executivo, Kátia afirmou que “na verdade a atuação na Câmara foi muito difícil para ela, no sentido de que o prefeito tem a maioria absoluta”. A Câmara de Macaíba tem 13 vereadores, dos quais 11 integram a bancada do prefeito Fernando Cunha Lima (PSD). “Por isso, tive muita dificuldade para trabalhar”, relata Kátia.
 
Kátia ilustrou as dificuldades que teve para debater o tema segurança: “No ano em que eu assumi como veredaora, em 2013, Macaíba somava 117 mortes, e eu enquanto vereadora tive dificuldades para debater o assunto. Demorei oito meses para conseguir visibilizar uma audiência pública para discutir segurança. Lutei por uma guarda municipal, lutei por projetos que a gente colocou, mas infelizmente numa Câmara onde tem a maioria absoluta do prefeito, a gente não consegue trabalhar. Daí surgiu a necessidade de tentar realmente o Executivo, para podermos trabalhar. No Legislativo, eu não tenho mais condições de ficar, porque ou você se alia a eles ou não tem como agir. E se aliar a eles é algo que eu descarto totalmente”, disse.
 
Ela também criticou durante o programa a atual administração municipal. “Não concordo com a forma de governar do atual prefeito. Macaíba, apesar de estar 17 Km de Natal, é uma cidade onde ainda impera o ´jeitinho´, então são vereadores aliados do prefeito que marcam exames, que realizam ações assistenciais. Uma gestão onde se emprega a maioria dos cargos da prefeitura com pessoas que moram em Natal, os melhores cargos são de lá, parte do secretariado... É uma cidade que vive muito atrasada, não tem como concordar com isso. Queremos o melhor para a cidade, o desenvolvimento, geração de emprego e renda, que a cidade vá para a frente e não seja refém desse jeitinho”.
 
“Inclusive nós precisamos melhorar aquela infraestrutura, porque realmente o descaso está total. Quando chove, fica umas poças de lama em frente às fábricas, fica inviável até de andar e na verdade nós queremos sim parcerias, porque algumas receberam doação de terreno e que era para empregar macaibenses. Mas muitas vezes dizem que não empregam porque não existe macaibense qualificado. Então vamos investir na qualificação. Afinal de contas, é uma das formas da geração de emprego e renda para a cidade”, concluiu.