Presidente da Abrasel fala sobre eventos e o segmento de alimentação fora do lar

01/07/2016

Por: José Pinto Junior
Foto: Tiago Rebolo
Conte sobre a a história da ABRASEL.
A ABRASEL é a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes. Ela é diferente de um sindicato, por ser uma associação. Ela reúne empresas que têm um objetivo comum, que no caso, é trabalhar um melhor ambiente de empreender para as empresas associadas, e naturalmente para todo o setor no país. Nós, o setor de alimentação fora do lar, somos um milhão de empresas no país, empregamos em torno de 6 milhões de pessoas, e no Rio Grande do Norte hoje somos o maior empregador do Estado. E a gente tem como missão desenvolver o setor de alimentação fora do lar, contribuindo para o engrandecimento do país.
 
Vocês realizam algum evento durante o ano?
A Associação normalmente promove dois eventos. Acabamos de promover a Semana do Brasil Sabor, que é o maior Festival Gastronômico do planeta, a gente conta com mais de mil restaurantes no país inteiro, simultaneamente, nesse festival. 
 
E nesse festival existe uma premiação? Fale um pouco dele.
Não, como a gente forma uma Associação, e o objetivo é congregar, a gente não cria disputas, já que toda disputa gera desavenças, críticas, e uma série de problemas. Então o Brasil Sabor é um Festival que promove as casas e a promoção é para os clientes. Cada estabelecimento cria um prato especial para o Festival, e durante os 30 dias, esse prato é oferecido a um preço promocional. E em julh, a gente tem um grande momento, que é a Arena Gastronômica do Brasil Sabor, que vai ocorrer na Arena das Dunas, onde todos pratos serão oferecidos a 10 reais, num menu degustação.
 
E o Chopp e Camarão, seu restaurante, estará presente?
Sim, a gente entrou e é o mais jovem dos participantes do Brasil Sabor. A gente tem as casas tradicionais como Camarões, Nau, Tabuleiro, Tábua de Carne, Only Pizza, dentre os nossos associados, vinte dos principais, somos o "caçulinha" mas já estamos participando do Festival.
 
O "caçulinha" e em novo endereço. Você empreendia em Ponta Negra e passou a empreender em Nova Parnamirim, como é que tem sido essa experiência?
Porque Nova Parnamirim é como que uma cidade, hoje é um bairro com mais de 70 mil habitantes, e maior do que a maioria das cidades do Rio Grande do Norte, e se se tornasse um município, seria talvez o 5º maior município do RN. Tenho visto muitas marcas novas lá como McDonald's, Pittsburg e muitas marcas grandes ocupando aquele espaço geográfico de Nova Parnamirim. Eu estava conversando há poucos dias com um grande amigo que tenho, que é presidente da ABRASEL em Alagoas, e ele me perguntou sobre o negócio, e eu fiz uma breve descrição do bairro. Falei não só do nosso setor, como o McDonald's, mas a gente tem também, por exemplo, 12 hamburguerias gourmet e 14 lojas de sushi. O principal grupo supermercadista do estado foi pra lá, o Nordestão, e o Extra foi para lá também. A gente trem a presença maciça dos bancos, os colégios grandes de Natal, os mais tradicionais, como Salesiano, CEI, Contemporâneo e outros dos quais agora não lembro o nome... Mas, é uma nova cidade, com uma pujança econômica, e uma capacidade de desenvolvimento inacreditável. Eu moro no bairro há 5 anos, e é uma coisa inacreditável. Acho que poucos lugares no mundo tiveram um desenvolvimento tão acelerado como tem sido ali no momento.
 
É um transbordamento da cidade do Natal, não é?
Exato. A gente tem aquela limitação com o rio para o outro lado, naturalmente cresceu para o lado de Nova Parnamirim.
 
E cresceu de forma quantitativa, importante do ponto de vista quantitativo, porque cresceu verticalizado.
Apesar de crescer verticalizada, ela começou mesmo horizontal, com os condomínios. O início do bairro foram os condomínios horizontais, isso aí acho que deu uma capacidade de "respirar" do bairro, mais próximo às avenidas principais, mais próximo à BR-101 é onde está a verticalização mais profunda, mas no resto a questão dos condomínios, é o que dá uma característica bastante interessantes de casas ao bairro. É um bairro em que a gente vê umas coisas, por exemplo, o tipo de gente que mora lá, as paradas de ônibus, o perfil das pessoas que utilizam ônibus em Nova Parnamirim, é completamente distinto de quem utiliza ônibus em Natal. Lembra um pouco, às vezes, umas cidades do interior do Rio Grande do Sul, ou de São Paulo. É um perfil muito interessante, é um bairro que merece estudos bem profundos e além da pujança econômica ainda tem as particularidades com relação à formação muito interessante.