Presidente da Associação dos Transportes Opcionais comenta gargalos

01/08/2015


Foto: Tiago Rebolo
O programa “Na Redação do PN” recebeu na última semana o presidente da Astomp – Associação dos Transportes do Rio Grande do Norte – Sadi Ritzel. A entidade congrega os transportes opcionais de médio porte que circulam principalmente na cidade de Parnamirim. Em entrevista concedida aos repórteres Tiago Rebolo e Hiago Luis, Sadi falou sobre vários temas relevantes para a população, como o aumento da tarifa, a necessidade de construir um anel viário em Parnamirim e ainda sobre a onda de violência e assaltos contra o transporte público na cidade.
 
Na ocasião, Sadi explicou como é estipulada a taxa usada para calcular os reajustes na tarifa de transporte público. De acordo com ele, o aumento é feito obedecendo os anéis viários que atendem a população. No caso das linhas operadas pela Trampolim da Vitória, pertencem ao mesmo anel as linhas “C”, “V” e “L”, que sofrem reajustes de 5% em comparação com as tarifas urbanas de Natal. 
 
 “A tarifa é totalmente paga pelo usuário. Assim, benefícios como gratuidade e meia passagem entram nessa conta sendo pagos pelos usuários finais, bem como os insumos normais de transportes, como desgaste dos carros. Todos juntos são considerados e divididos pela média de passageiros diários, ao contrário do que acontece em um país de primeiro mundo. Na Espanha, por exemplo, 50% da tarifa é custeada pelo Poder Público”, exemplifica Sadi Ritzel. 
 
Outro tema debatido durante a entrevista com o presidente da Astomp foi a necessidade da construção de um anel viário para a cidade de Parnamirim, o que melhoraria a qualidade do serviço oferecido, bem como a constância no serviço e qualidade dos veículos. “Com a ultimas obras de saneamento básico, muitas ruas que já tinham um calçamento ruim estão ainda piores. Já tivemos vários casos de carros nossos atolarem nos calçamentos, devido à falta de infraestrutura. Para se ter uma ideia, estamos gastando só com trabalhos mecânicos com amortecedores uma faixa de R$ 1 mil por veículo”, reclamou.
 
Sadi falou também sobre o problema da segurança no transporte público do município e afirmou que, mesmo com os investimentos realizados pela Astomp em câmeras de segurança e GPS para os carros, a violência ainda existe. 
 
“Em um momento, essas medidas que tomamos diminuíram a incidência de assaltos, mas hoje o sentimento de impunidade continua e vários dos nossos veículos sofrem com esse problema. Por causa do medo, inclusive, já tivemos vários motoristas que deixaram de trabalhar”, concluiu Sadi.