"Ceará-Mirim está sucateada e acabada", diz ex-vereador Júlio César

26/06/2015


Foto: Tiago Rebolo
Em entrevista ao programa Conexão Potiguar, da BAND Nordeste, o diretor-presidente da EMGERN fala sobre a atuação da empresa e comenta seu futuro político em Ceará-Mirim, onde já foi vereador e candidato a prefeito. Confira a entrevista na íntegra, concedida a José Pinto Júnior:
 
O que é a EMGERN?
Ela é a empresa responsável por administrar todos os ativos do Estado do Rio Grande do Norte. Como exemplo, temos os ativos referentes ao antigo BANDERN, o qual foi extinto em 1990. Todos os empréstimos e operações de crédito contratados junto ao banco na época são administrados pela EMGERN.
 
Qual é a receita da empresa?
À medida que os processos vão acontecendo, o dinheiro vai sendo creditado na conta da EMGERN. Então, não existe uma receita fixa. Ela funciona de acordo com as demandas judiciais.
 
Há empréstimos que não foram pagos. É isso?
Exatamente. A EMGERN funciona na Ribeira e a maior parte do corpo técnico da empresa é composta por ex-servidores do BANDERN.
 
O estado pode obter recursos importantes com a quitação desses e de outros débitos?
Com certeza. Estamos implantando uma nova metodologia na EMGERN e o nosso principal objetivo, neste sentido, é contribuir para ajudar o estado que está numa grande crise. O Governo tem feito um esforço muito grande para fazer com que as coisas caminhem da melhor forma possível para a população. Eu sou um otimista e acredito muito no Governo.
 
Tem algum projeto sendo discutido no Governo que possibilite aumentar a arrecadação, além dos ativos?
O governador definiu que cada secretaria apresente suas metas. Temos muita esperança que iremos superar essa crise.
 
O senhor é de Ceará-Mirim e já foi vereador e candidato a prefeito lá. De onde veio o interesse pela política?
Minha família tem vocação política. Meu tataravô foi intendente de Ceará-Mirim por 24 anos. Um familiar meu também já foi candidato a prefeito. Enfim, minha família milita na política de Ceará-Mirim desde muito tempo. A princípio, eu gostaria de seguir minha carreira como advogado, mas os caminhos da política me colocaram dentro dela.
 
O senhor será candidato no próximo ano?
Vamos ver. O nosso nome está sendo colocado, mas iremos tratar sobre política na hora certa. Vamos sentir a vontade do povo, conversar com nosso grupo político e aí tomaremos a decisão. Mas estamos trabalhando duro para ajudar Ceará-Mirim. Nossa cidade, que já foi muito próspera, hoje está sucateada e acabada. A população está com a autoestima baixa. Quando vamos a outros municípios, percebemos o quanto Ceará-Mirim está atrasada. Faz tempo que não se instala uma indústria em Parnamirim.
 
O município não tem mais, ao contrário de períodos anteriores, uma fonte de arrecadação bem definida. O senhor acha que isso é devido a quê?
Nos últimos tempos, Ceará-Mirim só tem perdido. Perdeu com o fechamento da Usina São Francisco, que levou 2 mil empregos. Perdeu com o fechamento das cerâmicas e associações de costureiras. Acredito que isso é falta de planejamento e incentivo para que as empresas se instalem no município. Além disso, faltam ações políticas para atrair as empresas que atuam em outros municípios, como acontece em municípios vizinhos. Esperamos que essa questão melhore com a instalação do aeroporto em São Gonçalo, por causa da proximidade.