Giovani Jr.: "A eleição de 2014 terá efeito em Parnamirim, em 2016"

26/10/2014


Em entrevista aos jornalistas Cefas Carvalho, Tiago Rebolo e Gustavo Guedes, o vereador Giovani Júnior falou sobre política, Parnamirim, eleições e analisou a reta final da disputa entre Henrique e Robinson. Confira:

Qual a avaliação que o senhor faz do segundo turno, com Robinson Faria e Henrique Alves disputando o Governo do Estado?
Nesse primeiro momento, vejo um crescimento muito grande de Robinson Faria. Ele tem se apresentado como a diferença que o Rio Grande do Norte precisa.

Ao que o senhor atribui o crescimento do candidato Robinson, principalmente no segundo turno?
Na verdade, esse crescimento vem se acumulando. Muito desse crescimento pode ser atribuído ao histórico político do candidato opositor, que vem aumentando, dia após dia, sua rejeição. Essa rejeição se cristalizou na sociedade. Além disso, o acordão não pegou bem em algumas cidades do interior.

Como o senhor avalia os 130 mil votos recebidos pelo candidato do PSOL, o professor Robério Paulino?
Antes de tudo, considero que Robinson venha a se beneficiar com muitos dos votos recebidos pelo candidato Robério. Isso porque, quem votou nele, não votaria de forma alguma em Henrique. Então, muita gente vai migrar para a candidatura de Robinson.

Quais ações de Henrique, na sua opinião, interferiram diretamente no aumento de sua rejeição?
Historicamente, nós vamos construindo nossa história política. A história política de Henrique foi construída pela força que a sua família tinha e ainda tem no Estado. Muitas vezes, quando era eleito, o candidato do acordão abandonava o Estado e ia para o Rio de Janeiro. Além disso, seu nome foi atribuído a vários assuntos negativos, como desvios de recursos, o fato de ter olhado a Playboy em ambiente de trabalho, de ter arrancado o microfone da mão dos seus correligionários, dentre outros. Então, isso foi pesando contra a imagem do candidato, culminando em um alto índice de rejeição.

Como a eleição deste ano pode afetar Parnamirim em 2016?
Sem dúvidas, a eleição de 2014 causará algum efeito no pleito de 2016. Se observarmos dentro da composição política de Parnamirim,  ocorreu uma dispersão muito grande por parte dos vereadores, que assumiram posições distintas em relação ao pleito e isso pode, em 2016, significar muitos rachas e novas adesões.

Muita gente considera que há o prenúncio de um vácuo de poder em Parnamirim. Corre o risco de surgirem dois ou três nomes novos na política do município?
Eu creio que sim. Essa nova conotação demonstra que existe, sim, um vácuo e um clamor social para a mudança dos nomes na nossa política. Essa é uma tendência natural, esse vácuo realmente acontece. O vácuo de Gilson Moura, por exemplo, foi ocupado por Carlos Augusto.

Fonte: Potiguar Notícias