Itamar Manso: “O empreendedor no RN sofre por falta de visão dos gestores"

18/09/2014

Por: Tiago Rebolo e Gustavo Guedes
O empresário Itamar Manso Maciel Júnior esteve no Alpendre do PN, onde concedeu entrevista aos repórteres Tiago Rebolo e Gustavo Guedes.
Na conversa, Itamar, que também é um dos vice-presidentes da Fecomércio e presidente do Sindicato de Autopeças, destacou as ações desenvolvidas por duas outras instituições presididas por ele: a ACRN e a Facern.
 
 
Qual é a principal missão da ACRN?
A Associação Comercial e Empresarial do Rio Grande do Norte é, na verdade, uma entidade centenária. Podemos chama-la inclusive de entidade-mãe, porque foi fundada em 1892 e todas as outras entidades surgiram a partir dela. A ACRN é um espaço em defesa da livre iniciativa e do associativismo. É objetivo também aglutinar comércio, indústria e profissionais independentes (liberais).
 
A Associação promove diversos eventos e projetos para integrar esses três segmentos (comércio, indústria e profissionais liberais). Quais são as principais ações desenvolvidas ?
No Rio Grande do Norte, além da ACRN, temos a Facern, que é a Federação das Associações Comerciais. Estou presidente das duas instituições. Nesse processo, há várias ações sendo desenvolvidas. A nível nacional, existe o projeto Empreender, desenvolvido em parceria com o Sebrae, a partir do qual estamos atuando em dezoito municípios com ações voltadas para as pequenas e microempresas. Isto representa uma quebra de paradigma, pois, ao integrar os setores individualmente, você está discutindo situações de interesse coletivo. Nosso estado é formado basicamente por micro e pequenas empresas; são elas que geram 98% dos empregos diretos. O Empreender é salutar à medida com que consegue aglutinar setores da economia para discutir problemas a nível macro.
 
De que forma acontecem essas ações?
Em primeiro lugar, é realizada uma palestra de sensibilização para todo o setor produtivo e, a partir dela, são criados os núcleos setoriais. Dependendo de cada atividade econômica, existem as exigências necessárias para realizar reuniões quinzenais. São elas que irão discutir os problemas do setor daquele grupo empresarial.
 
O que é o “Ribeira Competitiva”?
Quando se discute a Ribeira, se fala muito em revitalizar. A idéia do Ribeira Competitiva é exatamente sair desse chavão de “revitalizar” e partir para uma condição de “o que é possível se fazer” na Ribeira. Mais uma vez, em parceria com o Sebrae, fizemos uma pesquisa no bairro com os transeuntes e apareceram alguns dados importantes. Na ocasião, foi mostrado que a Ribeira estava ganhando quase 1.300 novas moradias. Isso acarreta necessidades na oferta de serviços. A partir desse dado, passamos a ter palestras com os comerciantes da Ribeira com o intuito de apresentar essas informações. Enquanto entidade privada, o que pudemos fazer foi dar início ao projeto, fazer a pesquisa e apresentar os números. A partir disso, é que podemos cobrar do ente público.
 
A Associação tem encontrado apoio da Prefeitura?
Em Natal, tivemos uma condição bem interessante. Na antiga gestão, passamos quatro anos sem comunicação. A partir dessa nova gestão, do prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), nós temos uma melhor situação. Isso aconteceu porque, durante a campanha, chamamos todos os pré-candidatos e todos se comprometeram em ajudar. O eleito, que foi Carlos , desde que tomou posse tem nos procurado e buscado esse elo de interlocução.
 
Quais as principais medidas a serem tomadas para fomentar o comércio na Ribeira?
O prefeito está enviando uma mensagem à Câmara Municipal, na qual se cria uma condição diferente para que comerciantes se instalem na Ribeira. O bairro já foi o centro da cidade; tudo começou lá. Depois, houve um fluxo para o Centro e para o Alecrim. Noutro momento histórico, teve o advento dos shoppings centers. Com isso, houve todo um remanejamento do comércio. 

Fonte: Potiguar Notícias