Maurício Marques:"Compromissos assumidos devem ser respeitados"

30/08/2014


Nas eleições gerais deste ano, Maurício Marques dos Santos assegura que vai apoiar candidatos que tenham história de trabalho pelo Rio Grande do Norte e principalmente por Parnamirim, independentemente da filiação partidária. O chefe do Executivo da terceira maior cidade do estado, que é filiado ao PDT, argumenta que as virtudes fundamentais que um postulante a cargo público deve ter são honestidade e seriedade. E é com essas características que ele qualifica os seis anos de sua administração a frente do municipio.

Segundo ele, entre as principais marcas do governo está a colocação em prática dos “compromissos assumidos em praça pública”. O prefeito de Parnamirim destaca os serviços de pavimentação e drenagem da cidade, que já abrange 80% do município. Além disso, Maurício Marques conta que busca, desde o início do governo, priorizar os investimentos em educação e saúde.

Outro ponto de destaque é o convênio firmado entre a Prefeitura e o Governo do Estado na questão do patrulhamento da Polícia Militar. O acordo prevê que o Município arque com o pagamento de diárias operacionais para policiais que estiverem de folga e atuem em Parnamirim. A medida deve ser responsável por colocar mais cinquenta policiais nas ruas da cidade, principalmente nos bairros que apresentam maiores índices de criminalidade. “Sabemos que segurança é dever do Estado, mas o município também tem que dar sua contribuição”, argumenta.

Na visão de Maurício, que foi vice-prefeito durante a gestão de Agnelo Alves, “governar Parnamirim se torna fácil quando se tem compromisso, vontade política e uma boa equipe”. No entanto, apesar do discurso entusiasmado, o prefeito admite que está avaliando possibilidade de realização de mudanças no secretariado. Maurício prega cautela e afirma que o ponderamento é necessário para evitar ciúmes e especulações. Mas adianta: deverão acontecer muito mais remanejamentos do que mudanças propriamente ditas.

Perguntado sobre as eleições municipais de 2016, quando não poderá mais concorrer, salienta que não é assunto para agora, mas adianta: “não vou tratar da minha sucessão da mesma forma como foi feito comigo, muito próximo das convenções”. O prefeito afirma que a definição de seu sucessor só deve começar a ser discutida a partir do ano que vem, quando começarão as articulações e análises. “Tenho pessoas capazes, que podem muito bem continuar”, coloca.

Nessa toada, o prefeito vê com naturalidade a hipótese de sair do próprio governo algum oponente no pleito de daqui a dois anos. “Eu acho legítimo o cidadão ter a pretensão de ser candidato. Agora tem que ter a coragem e o discernimento que eu tive. Quando decidi que seria candidato, entreguei meu cargo independente da lei eleitoral, um ano antes”, lembra.

Apesar disso, porém, o prefeito sugere uma reflexão aos possíveis adversários do candidato apoiado por ele. “É mais seguro trabalhar com o bom senso. Quem quiser ser candidato vai ter que fazer uma análise do que aconteceu em Parnamirim nos últimos catorze anos. Até porque, se não fizer, não terá sucesso, pois o povo percebe o discurso vazio”, conclui.