Janduhi Medeiros: "A humanização promovida pela literatura é necessária"

26/08/2014

Por: Pinto Junior

Poeta com diversos livros publicados, presidente da Academia Parnamirinense de Letras e advogado, falou sobre sua produção literária, cultura e de seu mais recente livro.

Fale sobre o seu novo livro, “Calçada de Bodega”.
Esse livro tenta resgatar os valores mais humanos, de uma forma poética, para que a gente possa conviver melhor e levar a nossa vida de uma forma mais humana, contribuindo para uma sociedade mais fraterna e mais unida, menos individual.

Como se deu a escolha do título “Calçada de Bodega”?
A minha intenção ao escolher esse nome foi reviver a função social que uma bodega possuía antigamente, a função integrar as pessoas em uma roda de conversa, de poesia. Pesquisando esse elemento, descobri que os grandes urbanistas e sociólogos do Brasil inteiro defendem a importância que esses ambientes possuíam antigamente e defendem, também, a existência de políticas capazes de preservá-los.

Como está sendo a experiência à frente da Academia de Letras de Parnamirim?
É uma experiência agradável, uma vez que permite contribuir para o estímulo à leitura, à literatura. Os desafios são imensos, mas estamos preparados para enfrentá-los, com o apoio do Potiguar Notícias, responsável por ceder o local para as nossas reuniões. Procuramos estimular os eventos literários que ocorrem na região, como o Encontro Nacional de Trovas. Enfim, como já falei, a ideia é essa, é sempre dar apoio à leitura e à literatura.

Qual sua opinião sobre a poesia?
A poesia é um grande elemento de integração social, de compreensão. Quem gosta de poesia tem um domínio emocional melhor, porque tem mais compreensão, segundo o próprio Aristóteles, há 2400 anos. Há pesquisas, ainda, relacionando o índice de violência de algumas cidades à falta de educação, de leitura das pessoas. Então, para concluir, a poesia é uma grande arma em favor da paz social.

A leitura torna as pessoas diferenciadas, e por isso deveria fazer parte da vida de cada um desde criança, não é?
Não resta dúvida. Os grandes juristas brasileiros, geralmente, têm o hobby da literatura; ou já escreveram romances ou poesia, fortalecendo-os como profissionais, nas temáticas e debates dentro do campo jurídico. Então, se você observar mais além, percebe que os grandes profissionais, geralmente, têm o hábito da leitura, gostam da literatura, da poesia e, muitas vezes, eles mesmos são os próprios autores desses gêneros. A humanização promovida pela Literatura, muitas vezes, ajudam essas pessoas em suas vidas profissionais, independente das áreas onde estão atuando.

Fonte: Revista Conexão Potiguar