Geraldo Veríssimo: “O IFRN de S. Gonçalo é tão importante quanto o Aeroporto"

26/08/2014


O presidente da Câmara de São Gonçalo do Amarante, Geraldo Veríssimo, esteve no Alpendre do PN, onde concedeu entrevista aos jornalistas Tiago Rebolo, Cefas Carvalho e Gustavo Guedes, e falou sobre a sua gestão, política e o crescimento do município. Confira:

Presidente, como o Sr.  avalia sua gestão frente à presidência neste ano de eleição?
Muito positiva. A Câmara de São Gonçalo do Amarante, há três anos, quando iniciei o primeiro ano de gestão, não tinha sequer respeito. Os cidadãos não tinham participação alguma, não respeitavam. Hoje em dia, com nossa administração, a população respeita e participa ativamente das nossas decisões. Para alcançar esse avanço, fizemos concursos públicos e só contratamos quem obteve aprovação.
 
É perceptível a assiduidade popular nas decisões da Câmara Municipal de São Gonçalo do Amarante, ao que o Sr. atribui esse fato?
A sede de São Gonçalo é uma sede muito política, as pessoas respiram 24hs. Embora ainda provinciana em alguns aspectos, a cidade de São Gonçalo do Amarante é bastante politizada. Então, a Câmara, quase todos os dias, está lotada. Quase todos os assentos estão ocupados. E dependemos disso, a participação da população é importantíssima.

De alguns anos pra cá, podemos perceber uma harmonia entre os poderes Executivo e Legislativo do município. No momento atual, como anda essa relação entre os poderes, ainda anda harmoniosa?
Continua harmoniosa, graças a Deus. A gente fica muito feliz com isso porque a desarmonia é muito ruim para o município. Desde que Jaime é prefeito, a gente tem uma harmonia entre os poderes. Talvez, essa relação se complique a partir de 2016, se Jaime não apoiar um vereador ou alguém que tenha bastante força com a população.
 
Abrangendo mais o tema da política, como o Sr. observa o embate de Henrique contra Robinson e de Fátima Bezerra contra Wilma?
São duas chapas fortíssimas. A de Henrique tem 17 partidos na coligação. Mas há um fato interessante, apesar de votar em Henrique, há uma grande corrente dos que não votam em Henrique de jeito algum, a rejeição ao candidato é muito grande. Então, muita gente vota em Robinson só porque não gosta de Henrique. Eu acredito numa eleição muito acirrada, até com possibilidade de segundo turno. Para o Senado Federal, temos Wilma, que foi governadora por duas vezes e prefeita três vezes, atual vice-prefeita; e temos Fátima Bezerra, outra candidata fortíssima. Em São Gonçalo, Fátima levou muitas coisas boas. Inclusive, na inauguração do aeroporto, cheguei a dizer que se ela não tivesse apoio de ninguém, teria o meu apoio, meu voto de gratidão por todos os avanços de São Gonçalo. A única divergência minha com o prefeito Jaime Calado é em relação ao apoio ao Senado. Fátima trouxe o IFRN para São Gonçalo do Amarante, mesmo que tenha sido em parceria com a Prefeitura Municipal; se você perguntar a mim: qual a maior obra de São Gonçalo do Amarante? Eu te responderei que não é o aeroporto, mas sim o IFRN. O IFRN é a maior obra de São Gonçalo do Amarante, tão ou mais que o aeroporto. Digo isso porque a população, agora, tem acesso a uma escola de qualidade, com ótimos professores; além disso, ela trouxe seis creches para o município.
 
O Sr. poderia fazer a análise da nossa bancada federal como um todo?
A bancada federal do RN, em relação a São Gonçalo do Amarante, ficou unida para trazer o aeroporto para o município. Para você ter noção, a união foi tão forte que nossa bancada, mesmo com apenas 8 representantes, conseguiu vencer a bancada de Pernambuco, com mais representantes. Se não fosse a união do RN em prol do aeroporto, os pernambucanos teriam ganho mais essa. Em São Gonçalo, ainda, temos deputados que se destacam, como João Maia, que tem uma boa avaliação. Em relação aos outros, deixam muito a desejar. Infelizmente, as oligarquias ainda manobram nossa política. Dificilmente, se elege alguém sem apadrinhamento político. O povo ainda não aprendeu a ter um voto de liberdade.

Fonte: Potiguar Notícias