Atitude evolutiva: reflexões baseadas no livro O A do CHA, de Maurício

20/01/2014

Por: Clara Emilie Boeckmann

Excelente. Esta é a descrição do pequeno grande livro do Maurício de Paula, que demonstra como o “A” – de Atitude é o ponto chave do CHA (Conhecimentos, Habilidades e Atitudes), carreando inclusive os outros dois pontos da tríade. O autor orienta, de forma simples, clara e dinâmica, o processo de avaliação por competências nas empresas, que envolve o desenvolvimento das pessoas. Destaca a importância da atuação das lideranças nas organizações, chamando a atenção para a necessidade fundamental do autoconhecimento e do desenvolvimento de inteligência emocional dos líderes e também dos colaboradores. Define atitude como: ir ao encontro daquilo que tem que ser feito, olhar para os problemas com foco nas soluções. Querer resolver, solucionar, desenvolver, criar, construir, transformar.

Estes são conceitos que estão relacionados à evolução consciencial proposta pela Conscienciologia e o objetivo deste artigo é trazer algumas ideias sobre o CHA para nossa vida pessoal e profissional, e demonstrar como a Conscienciologia pode ampliar a efetividade dos objetivos da Administração de Empresas relacionados ao desenvolvimento de pessoas, a partir de algumas aproximações, como temos feito em artigos anteriores.

O objetivo da Gestão de Pessoas é promover o alcance dos resultados da empresa, ao mesmo tempo em que desenvolve e gera satisfação dos seus funcionários. A abordagem científica da Cosncienciologia, ciência que estuda a consciência (essência, ego, self, alma), com suas ferramentas evolutivas e seus novos paradigmas conceituais abordados, pode contribuir em escala ampliada para o desenvolvimento das pessoas nas organizações. Esta neociência esclarece que nossa existência vai além da vida intrafísica, e estamos sujeitos a diversas interferências e realidades multidimensionais. A consciência se manifesta em diferentes dimensões, e não só com o corpo físico, mas também a partir dos corpos energético, emocional e mental, através de várias vidas, única forma de podermos evoluir efetivamente. É ponto fundamental da Conscienciologia a autopesquisa para o autoconhecimento e o desenvolvimento de inteligência evolutiva. Nestes processos se insere a importância de desenvolvermos as competências do CHA.

A autopesquisa permite identificarmos o nosso CHA. Qual a razão de atentarmos a ele? A partir do autoconhecimento identificamos nossas competências, traços-força, e também os traços fardos e faltantes. Observa-se que não adianta termos conhecimentos se não tivermos habilidades e atitudes para empregá-los. Há pessoas que detêm muitos conhecimentos, mas não os tornam úteis, nem assistenciais. Outras têm habilidades, mas faltam-lhe conhecimentos e/ou atitudes para também torná-las úteis. A característica da atitude se destaca quando ela é capaz de gerar resultados a partir do momento em que o indivíduo decide e age para isso. Se a pessoa carece de conhecimentos e habilidades, pode tomar a atitude de buscar desenvolvê-los. Se for ampliado aos conceitos da Conscienciologia, o CHA se valoriza ao considerar a importância de cosmoética (ética ampliada à multidimensionalidade), da interassistencialidade – ajudarmo-nos mutuamente e da teática, conceito que significa vivenciarmos 1% de teoria e 99% de prática.

De Paula foca situações em que a mudança deve partir do próprio colaborador através de seus recursos internos e com o apoio da empresa por meio da avaliação por competências. “O principal responsável pela carreira é o próprio profissional. Porém, muitas vezes vemos uma postura de achar que o outro, seja a empresa ou o líder, tem a responsabilidade pela sua carreira, aos quais cabe apenas serem facilitadores, oferecendo terreno fértil para o crescimento”. Se a pessoa já investe em seu processo evolutivo consciencial – a vontade de cada um de evoluir, se responsabilizando por si mesmo, investindo nas suas autossuperações íntimas, acelera seu desenvolvimento pessoal e profissional.

Outro paralelo interessante que pode ser observado entre o processo de avaliação por competências, entre avaliadores e avaliados, e a evolução consciencial, é o da oportunidade de interassistência. De Paula coloca que “Através do outro podemos nos perceber melhor e, com isso, evoluir a fim de alcançar a autorrealização e o desenvolvimento de nossos pontos de melhoria”. É fácil percebermos o quanto aprendemos e evoluímos no convívio com outras pessoas, nos conflitos, nas interações com nosso grupo familiar, de amigos, de colegas de trabalho. Mas é importante trocarmos opiniões com respeito, fraternidade, com a boa intenção de contribuirmos para a evolução do outro. Vale citar aqui o conceito do binômio admiração-discordância. Basicamente, significa que o podemos manter a admiração por determinados traços de uma pessoa, ao mesmo tempo que podemos discordar de posturas e outros traços da mesma. Estes elementos estão nos princípios da interassistencialidade (ajuda mútua), que a Conscienciologia aborda como critério para o cumprimento da programação existencial, ou missão de vida.

O fato é que, se a pessoa já investe em sua evolução de forma integral e ampliada, como propõe a Conscieciologia, demonstra atitude evolutiva, e supera os objetivos da Gestão de Pessoas nas empresas. Felizmente, vem se ampliando o discernimento das pessoas, nas mais diferentes áreas, para a importância do autoconhecimento e do desenvolvimento pessoal. Isto contribui para a evolução da consciência, o self, que futuramente poderá ser muito otimizada, com a inserção de novos paradigmas, trazidos cientificamente pela Conscienciologia, vasto conjunto de conhecimentos e técnicas para o desenvolvimento de habilidades, para fortalecer atitudes evolutivas.

Referência: PAULA, Maurício de. O A do CHA. São Paulo: All Print, 2010.

 

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