Rafael Motta:

19/03/2013

Por: Potiguar Notícias

 

Vereador mais jovem da atual legislatura natalense, Rafael Motta (PP) esteve no Alpendre no PN, onde conversou com os jornalistas Cefas Carvalho e José Pinto Junior e falou sobre o desafio de poder assumir a presidência estadual do partido e o mandato na Câmara. Confira:
 
Já é certo que você assuma a presidência do PP?
Nós ainda estamos conversando sobre o assunto e também buscando a melhor forma de ampliar o partido, pois, apesar do nosso crescimento em Natal, houve realmente um encolhimento parcial do partido aqui no Estado. A nossa ideia é ampliar o partido no Estado e ampliar a nossa legenda no município. Por isso, estamos conversando com os oito prefeitos e mais de cem vereadores do partido e buscando encontrar um presidente que mais contribua ao partido.
 
Essa quantidade de prefeitos dá condições de lançar nomes para deputados estadual e federal em 2014?
O PP, com a visibilidade que teve em Natal, mais de cinquenta mil votos, deixará de ser um partido coadjuvante para se tornar um partido atuante. O Partido Progressista tem total legitimidade de lançar nomes fortes para deputado estadual e também um deputado federal. Posso citar nomes como o do prefeito Ivan Júnior, o vereador Albert Dickson, o vereador Paulinho Freire e outros.
 
Fala-se que o seu nome estaria na cabeça da lista.
Realmente cogita-se o lançamento do meu nome, mas considero muito cedo para falar no assunto. Eu tenho uma preocupação muito grande em honrar os 4.960 votos que tive em Natal. Minha preocupação também é fazer um mandato junto à Comissão de Direitos Humanos e também ao Parlamento Comum da Região Metropolitana de Natal. Fazemos parte também da Comissão de Ciência e Tecnologia, ou seja, nossa preocupação agora é fazer um mandato realmente efetivo. O que tem se comentado é sobre a minha constante visita ao interior, mas na verdade eu sempre fiz essas visitas, quando Ricardo Motta não podia ir eu ia representá-lo, ou então o acompanhava quando meu interesse político surgiu. Fiz amigos e sempre visitei as bases no interior e isso acabou criando expectativa nas pessoas sobre minha candidatura para deputado, mas acho que está muito cedo para debater esse assunto.
 
A legislatura passada recebeu muitas críticas. A legislatura atual parece mais dinâmica. Qual a sua expectativa para essa legislatura como um todo?
Como você bem falou, houve uma reformulação muito grande na Câmara Municipal de Natal, o que demonstra que a população de Natal pediu por uma renovação. Acho que quem sai com maior proveito com essa remodelagem é o cidadão. Na Câmara estão diferentes ideologias, diferentes nomes, diferentes linhas partidárias que só tendem a engrandecer o diálogo e os pleitos que virão para a Câmara Municipal. Sempre lembrando que devemos prezar pelo respeito e devemos unir forças para resgatar Natal e fazer com que a Câmara Municipal volte para os natalenses e mostrar que ela tem credibilidade, pois devido o histórico recente o natalense se tornou um eleitor e um cidadão muito mais crítico e ciente dos seus deveres e direitos.
 
Então é um desafio?
É, sim, um desafio. Temos recebido bastante críticas construtivas e isso é extremamente importante, uma vez que o ser humano deve estar sempre buscando o aprimoramento. Como agente político tenho o dever de ouvir tudo que pode engrandecer nosso mandato e é um desafio muito grande. E isso é um motivador como vereador de Natal.
 
Os presidentes das Câmaras municipais da Região Metropolitanade Natal estão formando uma associação para debater os problemas específicos. Qual a sua visão sobre essa iniciativa?
O PP faz parte da comissão do parlamento comum da RMN. Eu represento o partido e trabalho junto ao vereador George Câmara e teremos um desafio enorme de discutir os problemas dessa região, pois o que acontece em Parnamirim, assim como os outros municípios, pode estar diretamente ligado à Natal. A RMN concentra mais de 42% da população do Estado. Então, se os problemas são mútuos a solução também deve ser. Acho que foi uma decisão certa do vereador Albert Dickson, que não pode presidir a FECAM que agora está sendo presidida pelo presidente da Câmara de Mossoró. Houve desfiliação de alguns municípios da FECAM para que pudessem fazer parte da nova associação que será muito salutar para a RMN.  Vai ser criado um diálogo mais direto onde os problemas mais comuns se tornem também soluções comuns.
 
Quais serão as principais bandeiras do seu mandato?
Nós vamos lançar um pacote de mobilidade para Natal. Temos tido reuniões praticamente diárias com o vereador Paulinho Freire, com o deputado Kelps Lima e técnicos especialistas nessa área para lançarmos um pacote que deve aperfeiçoar o plano de transporte. Isso inclui incentivos fiscais, calçadas, transporte coletivo, transporte de tração animal, transporte escolar e a partir daí fazer um combo de soluções para a nossa cidade. Cabe a nós como vereadores pensar de forma coletiva a forma de resolver esse problema de mobilidade que se não tentarmos fazer agora, só tende a piorar e estaremos sempre em déficit com o tempo perdido. Teremos também uma preocupação muito grande com a nossa juventude, uma das nossas bandeiras durante a campanha. Temos que ouvir nossos jovens! Natal se encontra nos níveis intermediários de morte de jovens, chegando a uma morte por dia na nossa cidade. Temos obrigação de fazer políticas públicas para melhorar o cotidiano e a vida da juventude.
 
Qual a postura do PP em relação a Carlos Eduardo?
Eu entro na política com uma postura diferenciada dessa política arcaica em relação a oposição e situação. Não sou adepto desses termos tradicionais. O que quero fazer no meu mandato é trabalhar para Natal. Vou legislar como vereador para a minha cidade que me elegeu e não para nomes pontuais. No que eu puder contribuir para que Natal se torne uma cidade melhor para o cidadão, eu irei contribuir. Procurarei ser “independente”, assim como a bancada do Partido Progressista. Liberamos os vereadores para adotarem a ideologia que acharem melhor, que dita são eles. Eu não tenho direito, como líder de bancada, de dizer que eles devem ou não votar em tal projeto de lei. Quem decide isso é o senso crítico de cada um.