Mônica Cavalcante

28/06/2022

 

Para quem? Para que? Sobre o que?

 

É isso mesmo. Este será o nosso primeiro título, que também será o tema.

E já começo fazendo revelações: não vou mais apagar, rasgar, esconder meus textos... “liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós...”

Pensei por tanto tempo, que nunca o tempo todo do mundo fora suficiente para tudo ou tanto a ser dito.

E para quem, né? Para mim e para quem possa ou queira saber.

Sobre quase tudo eu tenho uma opinião, e juro, não sei de onde sai tanta ideia... é praticamente um “sincericídio”...

Terapia nunca foi suficiente. E eu penso que há muitas pessoas bem assim bebendo um grande gole de “PARA MIM TAMBÉM NÃO”.

A gente precisa só precisa às vezes de uma enorme fila de posto de saúde para desabafar, né não minha gente? Ficar horas competindo quem tem mais dores e mais problemas. Quem está perdendo dia de serviço sem saber nem se vai ter atendimento. Aí, cada uma fala de suas meninas e meninos, companheiras e companheiros. Eita, vida boa aperreada.

É tanto sobre cada uma. E há tanto sobre cada uma de nós na outra. Tanto assunto. Mas só esse pouquinho de tempo que a mulherada se junta é uma amizade danada.  Já sabe os nomes, onde mora, o número do zap. E vai-se embora um pouquinho da tristeza e dá lugar à alegria.

E assim seguimos aprendendo sobre a vida, dividindo as experiências, multiplicando as risadas.

Mas nesse no meio disso tudo, o que nós mulheres buscamos entender é sobre o que é ser mulher em si e no seu cotidiano, buscando por uma nova forma de concepção sobre liberdade e igualdade. Seja menina moça, jovem adulta, mais experiente, mais adulta, as nossas mais velhas, e muitas trocas são feitas, afinal, ao redor do mundo todo, todo dia é dito às mulheres sobre como “cuidar dos filhos e da casa”, sobre o que a mulher pode ou não fazer.

Aí voltando sobre “para quem? para que? sobre o que?”,  esta será sempre uma pretenciosa coluna que se permitirá dialogar com essa pauta tão sobre nós, sobre a QUESTÃO DE MULHER!

Algumas vezes mais leves, outras um pouco mais tensas, mas sempre necessárias.

Já deixo um convite. Escreve para gente. Sugere tema, diz o que pensa sobre o que escrevemos e sobre o devemos escrever. Vem com a gente!

Nesse espaço temos um compromisso: SER MULHER E O QUE ELA QUISER!