Liliana Borges

04/03/2022

 

ELVAS, Rainha da Fronteira…

Elvas é uma cidade fronteiriça nos limites de Portugal no Alentejo com o município espanhol, Badajoz ao leste a 8 km. As duas cidades assinaram um protocolo de união em 2013 que se tornaram “Eurocidade Elvas-Badajoz”, visionando atrair mais investimentos e desenvolvimento, como também, no aspecto cultural e turístico.

Situada no Distrito de Portalegre, a cerca de 208 km de Lisboa com população de 16.084 habitantes em que o município compreende 7 freguesias, as quais totalizam 20.753 habitantes conforme censo de 2021. Elvas é a maior cidade do distrito até mesmo em relação a sua capital Portalegre.

A região foi habitada por vários povos como os godos, celtas, mais adiante pelos árabes que a nominaram “al-Bash”, estes a dominaram a partir de 714, foi conquistada por D. Afonso Henriques em 1166 e entre conquistas e reconquistas, somente definitivamente por D. Sancho II em 1299, o qual outorgou o segundo foral, “Foral do Rei Conquistador”, entretanto elevada a categoria de cidade apenas em 1513 por D. Manuel I que concedeu novo foral.

Elvas possui o maior conjunto de fortificações abaluartadas do mundo, sendo as muralhas seiscentistas a maior nesta categoria no globo. Este estilo “fortificação em estrela” foi originário na Itália no século XV para melhor defesa diante da artilharia que havia evoluído e na altura já destruía muralhas dos castelos medievais. A localidade mais fortificada em Portugal, como também, na Europa ficando conhecida como “Rainha da Fronteira”.

A região possui vasto patrimônio histórico em vários segmentos como na área militar, religiosa, civil, arqueológica, entre outros. O conjunto das fortificações, suas muralhas, o centro histórico da cidade, incluindo o Aqueduto da Amoreira, cerca medievais e edifícios militares da antiga praça-forte foram considerados “Patrimônio Mundial da Humanidade” pela UNESCO em 2012.

Visitei a região em companhia de bons amigos portugueses, porém o tempo que tínhamos disponível não foi ideal para conhecer as inúmeras preciosidades da localidade, mesmo assim foi suficiente para ativar todos os nossos sentidos como encher os olhos com sua beleza e saborear as iguarias locais.

Tivemos a oportunidade de almoçar na “Adega Regional” situada na zona histórica. O restaurante procura retratar uma adega típica alentejana, especializado nesta tradicional gastronomia com ambiente aconchegante com seus tetos abobadados do século XVII que o torna ainda mais acolhedor, além da graciosa decoração.

Iniciamos pelas apetitosas entradas: os renomados pães alentejanos, patês, manteigas e queijos. Os pratos principais escolhemos “Bife à Adega”; “Cação Frito com Molho de Coentros”; “Bochechas de Porco Preto Assado no Forno” e “Borrego Assado no Forno” acompanhados por vinho da região, finalizamos com as saborosas sobremesas “Encharcada” que faz parte da tradição conventual a base de ovos e amêndoas e “Baba de Camelo”, a qual é elaborada com leite condensado e ovos.

Cabe destacar que sua carta de vinho ganhou a “Menção Honrosa” na categoria de “Melhor Carta Relação Qualidade/Preço no Consumo Nacional de Cartas de Vinhos 2015”, apesar que estamos em 2022 naturalmente será referência.

Tudo estava deliciosamente saborosoooo…

A culinária Portuguesa e seus preciosos vinhos acredito que são sabores dos Deuses, simplesmente amo…

Voltarei para novas descobertas… 

Confira o vídeo sobre a matéria no meu canal no YouTube: LILIANA BORGES EM PORTUGAL

https://www.youtube.com/watch?v=Dd6viqTdSdk