Evandro Borges

23/07/2021
 
O comprometimento orçamentário do país com os setores financistas
 
O plexo orçamentário da União uma das maiores economias do mundo, em conformidade com o Projeto de Lei das Diretrizes Orçamentárias está comprometido com a dívida aos setores financistas em torno de cinquenta por cento (50%) das despesas. Levando assim importantes ingressos da população, das empresas e da sociedade retirando do mercado e mundo do trabalho importantes capitais.
 
Em anos seguidos os ganhos do setor financista com o pagamento das dívidas se mantem intacto, fora os ganhos de mercado que são cada vez mais impressionantes. As pesquisas demonstram como as famílias brasileiras estão endividas e sufocadas, muitas passando necessidades e sem falar às famílias que estão na linha da pobreza absoluta, principalmente no Nordeste.
 
A Senadora do Rio Grande do Norte, Zenaide Maia com excelente ação parlamentar vem alertando para esta questão, na esperança que a Comissão Mista do Orçamento do Congresso Nacional veja esta questão. Ela de forma nenhuma defende qualquer tipo de calote, todavia, esta dívida merece ser auditada, vista e analisada com toda transparência possível para que toda a sociedade e cidadania tome conhecimento.
 
Na pandemia que assola o país com mais quinhentas mil vítimas fatais, que contribuiu para paralisar a economia a solidariedade de importantes setores foram manifestas, desde cestas básicas, compra de aparelhos com ventiladores pulmonares, créditos emergências dos poderes públicos de toda parte, todavia, o setor financista ficou inerte para a dimensão da sua economia, com aqui e acolá uma pequena exceção e compensação, que mais desabona a dignidade em face do poderio do segmento econômico.
 
A pressão governamental para manter os limites das despesas com a seguridade social foi intensa, mas, nenhuma ação com o setor financista, nem mesmo um chamamento para um estacamento provisório do pagamento dos juros das dívidas durante o período da pandemia para se operacionalizar melhor a saúde aconteceu. E até mesmo a tal reforma tributária vai continuar deixando ileso o setor financista, quando os assalariados são atormentados com tanta tributação e tarifaços.
 
A União como detentora da maior parte do bolo tributário, já não consegue cumprir com as obrigações reservadas e compartilhadas, adotando ainda mais  uma política econômica com base no neoliberalismo extremado, querendo privatizar importantes setores públicos que contribuem com resultados positivos, não consegue diminuir a dívida com o setor financista e não sai do comprometimento orçamentário com este setor em detrimento de investimentos importantes em todas as áreas.
 
A dívida pública merecer ser auditada encontrando o que é legítimo para ser saldado com todos os encargos pactuados. E o que estiver no campo escabroso serem chamados os responsáveis para responder pelos seus mal feitos, pois, o país precisa caminhar com segurança e justiça social. Neste início do século o Estado precisa de capacidade de investimento para dar continuidade ao desenvolvimento desafiador a fim de incluir como beneficiários todos os brasileiros.