Evandro Borges

21/05/2021
 
 
O que aparece boiando no mar
 
 
A necessidade da defesa ambiental depois de décadas de discussão com os ambientalistas, do aparecimento do partido verde na Europa influenciando o surgimento dos demais, de organismos internacionais não governamentais que surgiram com suas ações consideradas inicialmente radicais, e por diversas iniciativas de personalidades e autoridades, da institucionalização de órgãos governamentais em defesa do meio ambiente, das matérias jornalísticas, inclusão de componentes disciplinares sobre meio ambiente, de cursos profissionais e da construção de um direito ambiental se tomou consciência da mãe terra e da intervenção humana como desagregadora dos ecossistemas.
 
No mar brasileiro sempre apareceu novidades e situações pitorescas boiando, uma das mais celebres foi à maconha considerada de primeira qualidade enlatada que apareceu nas praias do Rio de janeiro, logo no período autoritário iniciado em 1964, que ficou celebre encantada na música de Tim Maia, com a expressão “tá na lata”, que foi recolhida pela Polícia e por muita gente, dentre elas muitas pessoas com vulnerabilidades pensando que se tratava de chá e deram para as famílias, ficando todos “grogues”.
 
No litoral do Rio Grande do Norte, ultimamente vem surgindo no mar boiando, não fatos pitorescos e engraçados, como o caso da maconha no Rio de Janeiro, mesmo diante da ilicitude, embora um tanto engraçado pelos acontecimentos. No caso potiguar e atingindo outros Estados nordestinos, situações criminosas, que precisam ser apuradas, e encontrados os culpados para serem levados a Justiça dentro do devido processo legal.
 
Um dos crimes mais escabrosos foi a contaminação recente do tal “pixe” certamente advindo de petroleiros, ainda não identificado, que chegou em profusão nas praias potiguares e nos demais Estados nordestinos, que se encontra sem resposta perante a opinião pública, atingindo as praias, a flora e fauna marinha, com prejuízos evidentes aos ecossistemas, apesar de noticiado até a exaustão pela mídia, no entanto o fato delituoso, caracterizado como crime ambiental ainda não foi desvelado.
 
Agora, recente, aparece o lixo boiando que atingiu as praias do Rio Grande do Norte e da Paraíba, incialmente pelas especificidades encontradas foi informado pela mídia, com uma forte presunção que vieram de Pernambuco, lógico em decorrência da ação nefasta humana e das omissões dos organismos públicos daquele Estado, porém este crime ambiental parece que está congelado e silenciado.
 
Nesta semana foi à vez da praia de Tibau no Município do mesmo nome, circunvizinha de Mossoró e Grossos aparecerem boiando caixas de cigarros, certamente com destino certo, mais um crime ambiental e tributário pela sua possível comercialização no mercado informal, que deve ser apurado, e não pode ficar ileso, cabendo uma tomada de atitude das autoridades públicas.